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Porto Alegre, segunda-feira, 15 de abril de 2019.
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Lazer

13/04/2019 - 23h49min. Alterada em 14/04 às 21h05min

Porto Alegre ganha clube para apaixonados pelo jogo de xadrez

Ambiente recria o cenário da Rússia dos anos de 1930 e tem espaço para 25 jogadores

Ambiente recria o cenário da Rússia dos anos de 1930 e tem espaço para 25 jogadores


Casa do Xadrez Sergei Belavenets/Divulgação/JC
Lívia Rossa
Foi o interesse pelo jogo e pela literatura russa que motivaram o médico oncologista Fabiano Ferreira a criar a Casa do Xadrez Sergei Belavenets. Mais do que um clube, a proposta foi de oferecer um local onde a competitividade no tabuleiro não fosse o único convite aos confrontos. Busca da autoconfiança e amor pelo xadrez também fazem parte do jogo. 
O ambiente foi inspirado em cenários da Rússia dos anos de 1930, com mobiliário ornamentado e objetos antigos. Outro detalhe planejado propositalmente foi a acessibilidade para cadeirantes. O espaço foi inaugurado em setembro de 2018 e fica na rua Gonçalo de Carvalho, no bairro Floresta.
O espaço tem duas propostas: receber jogadores de xadrez e interessados em aprender idiomas como russo e alemão. A lotação máxima da casa é de 25 pessoas, alternativa escolhida para todos terem conforto para jogar. Recentemente, o local passou a aceitar associações.
Ferreira conta que a ideia do clube surgiu de interesses pessoais. Durante a adolescência em Fortaleza, no Ceará, teve o primeiro contato com o esporte ao observar um amigo jogar. Desde então, tornou a prática um hábito e defende que a atividade expande a visão dos jogadores, tornando-os mais inteligentes e reflexivos."Sou um médico melhor por causa do xadrez", acredita o idealizador da casa.
O homenageado, Sergei Belavenets, fez parte de uma descoberta tardia de Ferreira. Colecionador de peças raras de campeonatos de xadrez, o médico encontrou no setor de artigos soviéticos um envelope vindo da guerra enviado pelo próprio Belavenets - terceiro melhor jogador de xadrez russo nos anos de 1930. O médico arrematou a carta no leilão do site Ebay.
Intrigado com a a relíquia que tinha em mãos, descobriu que a filha do competidor ainda era viva e entrou em contato, virando amigo de Liudmila Belavenets.
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Ferreira com Liudmila, que veio a Porto Alegre para inaugurar a Casa do Xadrez. Foto: Casa do Xadrez/Divulgação
"Ela ficou muito surpresa que alguém do Brasil tivesse a carta do pai", conta Ferreira. A amizade com a filha do enxadrista fez ela vir para o Brasil, no ano passado, para a inauguração da Casa do Xadrez.
Ferreira diz que um dos focos do projeto é estimular a autoconfiança de crianças e jovens, contribuindo com o lado intuitivo que o jogo exige. "O que ajuda a preparar as pessoas para reagirem com equilíbrio e fidalguia nas vitórias e nas eventuais derrotas", ressalta.
O médico aponta ainda benefícios para a concentração, administração do tempo - já que no xadrez é preciso cuidar o relógio todo o tempo - e na aproximação da família.
A casa também funciona como espaço cultural, permitindo a realização de sarais, com a retirada das mesas. Entre os projetos futuros está a criação de xadrez para pessoas cegas.
As atividades acontecem de segunda à sexta, das 9h às 21h, e nos sábados, das 13h às 18h.
As mensalidades custam R$ 40,00 para estudantes, R$ 50,00 (individual) para residentes fora da região metropolitana, R$ 60,00 (individual) para residentes da região metropolitana e R$ 150,00 o passe familiar (pais e dois filhos até 18 anos). Não-sócios que queiram participar de alguma atividade devem pagar R$ 20,00 por turno no caso de estudantes e R$ 25,00 para não-sócios.
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Comentários
Antônio Salazar Fagundes 15/04/2019 02h06min
Viva! Parabéns a todos. O meu conto "Um amor em Porto Alegre" (Ed. AGE, 2015), do livro homônimo, tem como personagem principal Alexander Alekhine, que um dia apareceu pelo Alto da Bronze. Vou aparecer aí logo que puder.