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Porto Alegre, quinta-feira, 21 de março de 2019.
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Jornal do Comércio

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investigação

21/03/2019 - 08h32min. Alterada em 21/03 às 16h34min

Ufrgs é alvo de operação da PF contra desvio de recursos públicos em convênio

Onze mandados de busca e apreensão devem ser cumpridos em Porto Alegre, Viamão e Gravataí

Onze mandados de busca e apreensão devem ser cumpridos em Porto Alegre, Viamão e Gravataí


POLÍCIA FEDERAL/DIVULGAÇÃO/JC
Atualizada às 16h10min.
A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) foi alvo de operação da Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (21). A ação, batizada Operação Alforje, apura desvios de recursos públicos envolvendo convênio firmado entre a Ufrgs, através da Superintendência de Infraestrutura (Suinfra), e a Fundação de Apoio à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Faufrgs).
Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão em Porto Alegre e em Viamão e Gravataí, na Região Metropolitana da Capital. A Justiça Federal determinou o afastamento cautelar de cinco servidores públicos, além do bloqueio de contas e de veículos de pessoas investigadas. A reportagem procurou a Ufrgs e Faurgs para falar sobre a operação, mas até a tarde desta quinta-feira as instituições ainda não haviam se posicionado. 
De acordo com a investigação, o convênio estabeleceu o repasse de R$ 11,4 milhões à Faurgs para projetos nas áreas de engenharia e arquitetura, com vigência nos anos de 2015 a 2017. O inquérito apura pagamentos irregularidades em favor de beneficiários selecionados sem critérios técnicos e já vinculados à Ufrgs ou à Faurgs. 
Segundo a PF, mais de uma centena de pessoas pode ter sido indevidamente favorecida pela aplicação irregular dos recursos do convênio. 
O esquema ainda funcionava para complementar a renda dos servidores da universidade, através do recebimento das bolsas com diversos valores, entre R$ 200,00 e R$ 3 mil. Há casos de profissionais com formação diversa da área objeto do convênio, indicados como bolsistas do projeto. Os investigados poderão responder por crimes como peculato, falsidade ideológica e associação criminosa.
Após a operação, a Polícia Federal concedeu entrevista coletiva em que detalhou o esquema. Segundo o coordenador da investigação, delegado Eduardo Dalmolin Bollis, nem todo o valor do convênio foi gasto com pagamentos para pessoas físicas, uma vez que convênio tem custos operacionais, repassados da universidade para a fundação. O delegado informou que serão averiguadas questões que dizem respeito ao pagamento a pessoas físicas, que envolvem grande parte do valor do convênio.
A investigação está a cargo da Delegacia de Repressão a Corrupção e Crimes Financeiros. 
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