Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quarta-feira, 13 de março de 2019.

Jornal do Comércio

Geral

COMENTAR | CORRIGIR

Transporte público

Edição impressa de 13/03/2019. Alterada em 13/03 às 08h32min

Passagem de ônibus de Porto Alegre aumenta nesta quarta-feira

Reajuste de quase 10% faz com que a passagem passe a custar R$ 4,70

Reajuste de quase 10% faz com que a passagem passe a custar R$ 4,70


Bruna Oliveira/Especial/JC
Igor Natusch
Depois de 20 dias - uma espécie de "trégua" entre o anúncio do aumento, no final de fevereiro, e a entrada em vigor da nova tarifa - os porto-alegrenses vão encarar passagens mais caras no transporte coletivo a partir desta quarta-feira (13). O reajuste de quase 10% fará com que a passagem passe para R$ 4,70, no caso dos ônibus coletivos, e para R$ 6,60, nos táxis-lotação.
Nesta terça-feira (12), foi o último dia para quem quisesse recarregar os cartões TRI pelo valor antigo, de R$ 4,30 por viagem de ônibus, ou R$ 2,15 para estudantes. A partir desta quarta-feira (13), o usuário tem um mês para usufruir das viagens mais baratas - a partir daí, os créditos seguem valendo, mas o valor descontado será correspondente à tarifa reajustada. A nova tarifa foi encaminhada pela prefeitura em fevereiro, arredondando o valor trazido pelo Sindicato das Empresas de Ônibus de Porto Alegre (Seopa), de R$ 4,78.
O anúncio do aumento não causou desconforto apenas aos usuários do serviço: os empresários que atuam nas lotações da cidade também reclamam, e muito, da tarifa mais alta. O sistema tem sofrido com a concorrência dos aplicativos de transporte individual, e teve queda de 45% nos passageiros no período de cinco anos, segundo a Associação dos Transportadores de Passageiros por Lotação da Capital (ATL).
O temor dos empresários é que muitos clientes, em especial os que utilizam linhas de trajeto mais curto, desistam de usar os táxis-lotação, derrubando ainda mais o equilíbrio do sistema. Alguns permissionários, em especial nas linhas que atendem a Zona Norte, já estão desistindo da operação, situação revelada por proprietários de veículos e confirmada pela ATL.  
Entre as alternativas que as empresas de lotação estão estudando para tentar conter a sangria, está o aplicativo Digibus, ainda em testes. A ideia é que o recurso permita ver, em tempo real, o trajeto seguido pelos veículos, indicando linhas mais próximas do usuário e o tempo que falta para o transporte chegar no local esperado. O gerente executivo da associação, Rogério Lago, diz que o objetivo é dar maior grau de confiabilidade ao sistema. "Há muita coisa a ser feita, ainda, mas esse é um primeiro passo", afirma.
Em paralelo, a ATL estuda mudanças na operação, que podem resultar em mudanças nos itinerários oferecidos. O fim das chamadas linhas curtas, porém, não está nos planos, ressalva Lago. "Mesmo com o desequilíbrio (entre custos e valor arrecadado), há muitos clientes cativos que usam essas linhas há muitos anos, não podemos virar as costas para eles", diz.
A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) recusou, no começo do mês, proposta dos donos de lotação para mudar o gatilho que determina aumentos automáticos, vinculados ao reajuste nos ônibus. Segundo a lei nº 9.229, de 2003, o reajuste automático precisa ficar entre 1,4 e 1,5 vezes o valor final da tarifa dos ônibus - o que, atualmente, delimita R$ 6,60 como o aumento mínimo das lotações. A intenção dos permissionários, rejeitada pela prefeitura, é mudar o índice de 1,2 a 1,5 vezes, o que permitiria manter a passagem no atual patamar, de R$ 6,00. Em reunião realizada ontem, a maioria dos permissionários decidiu acatar o aumento, mas seguirá estudando alternativas, e uma ação jurídica não está descartada. 
Os usuários do Trensurb também vão pagar mais caro a partir de hoje. A passagens nos trens intermunicipais sobe de R$ 3,30 para 4,20. É o segundo aumento em cerca de um ano, marcando um salto de quase 150% no valor da viagem - que custava, no começo de 2018, R$ 1,70. De acordo com a empresa, trata-se da última parcela de um reajuste que busca reequilibrar financeiramente a operação do sistema, que ficou cerca de dez anos sem aumento na tarifa. Com a mudança, a integração entre trens e ônibus, por meio do cartão SIM ou TRI, passa de R$ 6,84 para R$ 8,01, enquanto a conexão com ônibus integrados em Canoas vai de R$ 7,37 para R$ 8,18.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia