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Geral

- Publicada em 25 de Fevereiro de 2019 às 23:30

Barcos pesqueiros próximos à Ilha dos Lobos põem moradores de Torres em alerta

Barcos foram flagrados por moradores na Praia Grande na área de um refúgio de lobos marinhos

Barcos foram flagrados por moradores na Praia Grande na área de um refúgio de lobos marinhos


SANDRA GRASSI/DIVULGAÇÃO/JC
Matheus Closs
Moradores de Torres, no Litoral Norte gaúcho, fizeram alertas na segunda-feira (25) para a existência de barcos pesqueiros nas proximidades da Ilha dos Lobos, uma das áreas protegidas de vida marinha na região. O temor é que as embarcações possam operar com redes de pesca, ameaçando animais marinhos. Durante a terça-feira (26), mais doze embarcações foram vistas próximas à ilha, entretanto, não foi constatada a prática da pesca.
Moradores de Torres, no Litoral Norte gaúcho, fizeram alertas na segunda-feira (25) para a existência de barcos pesqueiros nas proximidades da Ilha dos Lobos, uma das áreas protegidas de vida marinha na região. O temor é que as embarcações possam operar com redes de pesca, ameaçando animais marinhos. Durante a terça-feira (26), mais doze embarcações foram vistas próximas à ilha, entretanto, não foi constatada a prática da pesca.
Avisados por moradores como a professora de ioga e surfe Sandra Grassi, analistas ambientais do Refúgio de Vida Silvestre (Revis) foram até a área no mar, para monitorar a ação, na tarde desta segunda. Segundo Sandra, que atua com aulas de surfe na Praia Grande, foram avistados pelo menos três barcos de pesca próximos à Ilha dos Lobos.
O refúgio, formado basicamente por pedras que podem ser avistadas ao longe, fica cerca de dois quilômetros da praia de Torres. Os técnicos verificaram que os barcos não estavam realizando pesca, segundo informação repassada ao Jornal do Comércio. A pesca é proibida no local, que preserva diversas espécies, como de tartarugas, peixes e aves. 
Um dos barcos teria atracado no local pela manhã, enquanto os demais chegaram durante a tarde. Eles ficaram dentro da área de preservação, 500 metros a partir do afloramento rochoso da ilha. O monitoramento foi realizado através do uso de binóculos e câmeras fotográficas. Satélites também auxiliaram na ação. 
De acordo com a analista ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), ligado ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e chefe do Revis, Aline Kellermann, é permitido que as embarcações fiquem no local para questões de segurança, devido a situação de navegabilidade do mar.
"Um dos barcos está desde cedo. Sempre a embarcação tá por ali, na sequência aparecem tartarugas mortas", revolta-se a moradora, que diz que vai continuar a chamar o órgão para checar a atuação. "Vi a escora da rede. Quando os animais vêm com a corrente marinha e as ondas, dão de cara com as redes", adverte a professora. No fim do ano, uma baleia de 10 metros apareceu morta na Praia da Cal, em Torres, e também tartarugas.  
Quando é identificada a prática da pesca, é feito o registro de gravações, e, a partir disso, o auto de infração é encaminhado para o responsável da embarcação, identificado através do cadastro do barco em um banco de dados do Ibama. O valor da multa em unidade de conservação é mensurado através do tipo de embarcação, do tipo de pesca, do apetrecho e da proximidade da ilha.
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