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Porto Alegre, quinta-feira, 10 de janeiro de 2019.

Jornal do Comércio

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Clima

10/01/2019 - 12h05min. Alterada em 10/01 às 17h46min

Rio Ibirapuitã supera cota de inundação e preocupa população de Alegrete

Monitoramento avalia quanto à possibilidade de interdição da ponte Borges de Medeiros devido à cheia

Monitoramento avalia quanto à possibilidade de interdição da ponte Borges de Medeiros devido à cheia


Prefeitura de Alegrete/Divulgação/JC
Atualizada às 17h45min.
As fortes chuvas ainda causam estragos e deixam em alerta a Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. Diante dos altíssimos índices de precipitação desde a noite de quarta-feira (9), o Rio Ibirapuitã, em Alegrete, está acima do nível normal e já supera a cota de inundação. Na manhã desta quinta, a alta do rio batia a marca de 11 metros e 85 centímetros.
A cheia, de acordo com a Metsul Meteorologia, está sendo comparada à do Natal de 2015, que alagou a cidade por conta do fenômeno Super El Niño. A avenida Alexandre Lisboa foi interditada pela Guarda Municipal no trecho da Rua Expedicionário Cannes até a ponte Borges de Medeiros. Uma possível interdição da ponte Borges de Medeiros está sendo analisada. O prefeito de Alegrete decretou situação de emergência.
Segundo o município, 80 pessoas desabrigadas foram levadas para o ginásio do Instituto Estadual de Educação Oswaldo Aranha. Outras estão na quadra de esportes da Escola Honório Lemes e no Parque de Exposições Lauro Dornelles. A estimativa é de que aproximadamente 500 pessoas estejam em abrigos coletivos.
A Defesa Civil de Alegrete está orientando os moradores a saírem antecipadamente de suas casas onde há maior risco de inundação. O número residências alagadas ainda está sendo contabilizado. Ao todo, são 268 pessoas desalojadas e 226 pessoas desabrigadas Uma pessoa morreu na cidade devido à queda de uma árvore. 
Além de Alegrete, outros seis municípios gaúchos registram danos pelas fortes chuvas. De acordo com a Defesa Civil estadual, são 279 pessoas desalojadas e 234 desabrigadas no Rio Grande do Sul.
A tempestade destelhou casas, alagou ruas e derrubou árvores e postes. Os locais mais afetados foram Bagé (três pessoas desalojadas), Dom Pedrito (oito pessoas desabrigadas e oito pessoas desalojadas), Jaguari (16 pessoas retiradas de suas residências), Pedro Osório, São Borja, São Francisco de Assis e Uruguaiana.
Em Uruguaiana, que também decretou situação de emergência, a chuva já supera 400 mm. Com a previsão de mais instabilidade, a estimativa é de que, em uma semana, a chuva atinja de 500 a 700 mm até o fim de semana.
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a chuva permanece na região e deve apresentar chuva forte e acumulados significativos na Campanha e região Sul até o fim de semana. Nas demais regiões, há previsão de pancadas isoladas.
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