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- Publicada em 20 de Dezembro de 2018 às 11:47

Fábrica clandestina de cigarros mantinha paraguaios em trabalho escravo

Polícia civil apreende 10 toneladas de cigarros em fábrica clandestina em Montenegro

Polícia civil apreende 10 toneladas de cigarros em fábrica clandestina em Montenegro


POLÍCIA CIVIL RS/DIVULGAÇÃO/JC
A Polícia Civil gaúcha apreendeu nesta quinta-feira (20) dez toneladas de cigarros em uma fábrica clandestina em Montenegro, na Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA). Na operação, no começo da manhã, também foram flagrados 11 paraguaios que trabalhavam em "situação análoga à escravidão", segundo a Polícia Civil. O grupo foi retirado do local. 
A Polícia Civil gaúcha apreendeu nesta quinta-feira (20) dez toneladas de cigarros em uma fábrica clandestina em Montenegro, na Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA). Na operação, no começo da manhã, também foram flagrados 11 paraguaios que trabalhavam em "situação análoga à escravidão", segundo a Polícia Civil. O grupo foi retirado do local. 
A fábrica ilegal ficava na zona rural do município, distante 60 quilômetros da Capital gaúcha, movimentava mais de R$ 1,2 milhão por mês, segundo a investigação. 
Os policiais chegaram ao local por acaso, antes de cumprir mandados de busca e apreensão nas proximidades. "Ao avistarem movimentação estranha na propriedade, os policiais civis ingressaram na área rural", relatou a Polícia. Também foram apreendidas matéria-prima, maquinário para produção e inúmeros selos e documentos de origem paraguaia. O material indica que a fábrica tentaria vender os cigarros com marca original.
Caderno com anotações apreendido indica que o local funcionava desde 2013. O bloco tinha planejamento de negócios para 2019. Três presos na operação podem fazer parte do esquema, sendo dois deles do Paraguai e ilegais no Brasil. Eles serão apresentados à Polícia Federal. Os demais paraguaios estavam em condições precárias em um alojamento e tentaram fugir quando a Polícia entrou no local. "Eles eram levados encapuzados até o local, para que não identificassem o caminho nem pudessem fugir", informou a Polícia, em nota.
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