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Porto Alegre, quinta-feira, 06 de dezembro de 2018.

Jornal do Comércio

Geral

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meio ambiente

Edição impressa de 06/12/2018. Alterada em 06/12 às 09h07min

Sistemas de produção unem qualificação do solo e lucros

Plantio direto e compactação da terra podem reduzir produtividade

Plantio direto e compactação da terra podem reduzir produtividade


/MARCO QUINTANA/JC
Isabella Sander
Em alusão ao Dia Mundial do Solo, entidades ligadas ao setor se reuniram ontem na 4ª Conferência Estadual de Conservação de Solo e Água, realizada no auditório do Sindicato dos Engenheiros do Rio Grande do Sul (Senge-RS). O evento envolveu uma série de palestras sobre o assunto, esmiuçando, entre outras questões, o Programa Estadual de Conservação do Solo e da Água. Uma das preocupações presentes na política do setor é que os agricultores criem sistemas de produção, com diversificação de plantios, que qualificam o solo e aumentam o lucro, uma vez que o plantio direto pode causar erosão, o que aumenta o desperdício e reduz a produtividade.
Instituída pelo Decreto 52.751/2015, a Política Estadual de Conservação do Solo e da Água tem como finalidade incentivar, fomentar e coordenar ações com vistas à conservação do solo e da água, através de um grupo gestor, melhorando as condições produtivas, sociais e ambientais do setor. Em apresentação sobre essa política, o engenheiro agrônomo da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi), Valdomiro Haas, apontou que os principais objetivos são aumentar a capacidade de infiltração de água no solo, para que a taxa de erosão caia, e induzir os produtores rurais a usar o conhecimento universitário, através do incentivo à extensão rural.
Segundo a política vigente, para que os objetivos sejam alcançados é preciso que haja integração da administração pública e do setor privado, por meio de parcerias. O plano prevê a demonstração de atividades no campo, seminários, cursos, palestras e conferências que ressaltem a importância da conservação do solo e da água.
O problema de conservação do solo e da água não é atual, mas, segundo Haas, já foi até pior e ainda inspira cuidados. "Dos anos 1970 aos 1990, o preparo convencional do solo era muito comum. Aí, vinha a chuva e a terra, fértil, chegava a borbulhar, devido à erosão. Era muito triste, porque não havia o que fazer", comenta. Entretanto, mesmo atualmente ainda há compactação do solo, que gera perda de água e erosão, ocasionando a necessidade de replantio.
Conforme o engenheiro agrônomo, é preciso fazer "agronomia de base", plantando, por exemplo, primeiro milho, depois soja e depois palha, diversificando e, assim, enriquecendo a terra. "Temos deficiência de milho aqui no Rio Grande do Sul e as pessoas seguem não plantando e se mantendo na soja, porque vende melhor e é menos instável", lamenta.
Haas destaca que o programa foi criado em 2015, mas até hoje carece de recursos financeiros diretos para suas ações. "Por enquanto, o programa foca mais em conscientização. O que temos são ações pontuais realizadas através de patrocínio externo", conta.
A Seapi avalia se reeditará um manual de boas práticas no campo publicado originalmente nos anos 1970, para melhor conservação da água e do solo, ou se elaborará um novo. O enfoque será apresentar as possíveis culturas manuais, os tipos de solo existentes no Estado e os geradores de erosão. "Queremos dar um foco econômico, de que o custo será menor se o produtor fizer o investimento necessário. Fazendo um bom manejo, é possível melhorar as condições químicas e biológicas do solo", informa o engenheiro agrônomo.
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