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Porto Alegre, quinta-feira, 29 de novembro de 2018.

Jornal do Comércio

Geral

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investigação

29/11/2018 - 09h10min. Alterada em 29/11 às 09h10min

Polícia Federal combate tráfico internacional de drogas que movimentou R$ 1,4 bilhão

Rio Grande do Sul e outros quatro estados foram alvos de mandados nesta quinta-feira

Rio Grande do Sul e outros quatro estados foram alvos de mandados nesta quinta-feira


POLÍCIA FEDERAL/DIVULGAÇÃO/JC
Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Goiás foram alvos na manhã desta quinta-feira (29) de operação da Polícia Federal e da Receita Federal contra doleiros que movimentaram R$ 1,4 bilhão com lavagem dinheiro do tráfico de cocaína para a Europa. Crimes como tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro nacional são os alvos da Operação Planum.
A ação cumpriu mandados de prisão contra 21 pessoas, além de mandados de busca e apreensão em 40 endereços e ordens judiciais para sequestro e bloqueio de imóveis, fazendas, aeronaves, embarcações, veículos e contas bancárias, estimados em mais de 25 milhões de reais.  No Rio Grande do Sul, os mandados foram cumpridos em Cachoeirinha, Capão do Cipó, Estância Velha, Gravataí, Itaqui, Novo Hamburgo, Palmares do Sul, Tramandaí e Uruguaiana.
De acordo com a PF, a investigação começou em 2017 para apurar o envio de cocaína da Bolívia para o Rio Grande do Sul. Aviões partiam do Mato Grosso do Sul para serem carregados com a droga na Bolívia e seguiam até o Rio Grande do Sul, onde pousavam em fazendas da organização criminosa. Depois, a droga era enviada para outros estados por via rodoviária e permanecia em depósitos até ser despachada para a Europa através de portos brasileiros. Até o momento, foi possível comprovar o volume de 2,2 toneladas de cocaína enviadas ou que seriam despachadas do Brasil. 
Em 2017, a prisão de um traficante em Tramandaí, no Litoral Norte gaúcho, investigado na operação, possibilitou o rastreamento do fluxo financeiro do grupo criminoso, indicando a utilização de doleiros em São Paulo para o pagamento das transações do tráfico de drogas no exterior.
Um banco informal era responsável pela lavagem de dinheiro. A movimentação clandestina foi de aproximadamente R$ 1,4 bilhão nos últimos três anos. Segundo a PF, cerca de 90 empresas de fachada e 70 pessoas empregadas como "laranjas" já foram identificadas.
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