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Porto Alegre, quarta-feira, 28 de novembro de 2018.

Jornal do Comércio

Geral

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Saúde

Edição impressa de 28/11/2018. Alterada em 27/11 às 22h28min

Porto Alegre ainda tem maior taxa de detecção de Aids

Ministro Gilberto Occhi (d) reforçou a importância da prevenção

Ministro Gilberto Occhi (d) reforçou a importância da prevenção


/ERASMO SALOMÃO/ASCOM-MS/DIVULGAÇÃO/JC
O Brasil chega aos 30 anos de luta contra o HIV e a Aids com registro de queda no número de casos e de óbitos pela doença. O mais recente boletim epidemiológico, divulgado ontem em alusão ao Dia Mundial de Combate à Aids (1 de dezembro), mostra uma redução de 16% em casos e óbitos. Os dados dizem respeito ao ano de 2017.
O Rio Grande do Sul, porém, ainda é um dos piores estados brasileiros no que diz respeito à doença, mesmo tendo deixado de apresentar a taxa mais alta de detecção, posição agora ocupada por Roraima (36,8) e pelo Amapá (29,8). No Estado, a taxa de 29,4 casos a cada 100 mil habitantes é maior que a taxa nacional, de 18,3 casos, mas é mais baixa que a de 2016, de 32,3. Em 2017, o Rio Grande do Sul registrou 3.697 casos de HIV e, até junho deste ano, mais 1.487. No entanto, entre 2007 e 2017, o Estado observou um declínio de 36,3% na taxa de detecção de Aids. 
Entre as capitais, Porto Alegre se destaca com uma taxa de 60,8 casos a cada 100 mil habitantes, o dobro da taxa estadual e 3,3 vezes maior que a brasileira. Em 2016, a taxa de detecção porto-alegrense foi de 67,8 por 100 mil habitantes. Mesmo com a queda, o município continua apresentando a taxa de detecção mais alta entre as capitais. Em segundo lugar, fica Florianópolis (SC), com 55,7 casos, e em terceiro, Belém (PA), com 51,1. A taxa de detecção mais baixa foi registrada em Brasília, com 14,3 casos.
Há, ainda, outro fator no qual o Estado se destaca. A taxa de detecção de Aids entre menores de cinco anos é de seis casos a cada 100 mil habitantes, atrás apenas do Amapá, com 6,5 casos. Entre as capitais, Porto Alegre apresenta mais uma vez a maior taxa, de 12,9 casos a cada 100 mil habitantes.
O coeficiente de mortalidade estadual também é o mais alto do País, com nove óbitos a cada 100 mil habitantes. Considerando o índice composto pelos indicadores de taxas de detecção, mortalidade, entre outros fatores, Roraima está em primeiro lugar, seguido do Rio Grande do Sul e do Pará. Em relação às capitais, as cinco posições mais altas são ocupadas por Porto Alegre, Belém, Manaus (AM), Boa Vista (RO) e Florianópolis.
JC
JC

Garantia de atendimento contribuiu para a queda de 16,5% na taxa de mortalidade

A garantia do tratamento para todos, lançada em 2013, e a melhoria do diagnóstico contribuíram para a queda das taxas no Brasil, além da ampliação do acesso à testagem e a redução do tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento.

Os novos números da epidemia revelam que, de 1980 a junho de 2018, foram identificados 926.742 casos de Aids no Brasil, um registro anual de 40 mil novos casos. Em 2012, a taxa de detecção de Aids era de 21,7 casos por cada 100 mil habitantes, caindo para 18,3 em 2017, uma queda de 15,7%. Em quatro anos, também houve queda de 16,5% na taxa de mortalidade pela doença, passando de 5,7 por 100 mil habitantes em 2014 para 4,8 óbitos em 2017.

O boletim também mostra a diminuição significativa da transmissão vertical do HIV, quando o bebê é infectado durante a gestação. A taxa de detecção de HIV em bebês reduziu 43% entre 2007 e 2017, caindo de 3,5 casos para dois por cada 100 mil habitantes. Isso se deve ao aumento da testagem na Rede Cegonha, que contribuiu para a identificação de novos casos em gestantes. Em 2017, a taxa de detecção foi de 2,8 casos por 100 mil habitantes - 7.882 grávidas infectadas.

O Estado também apresentou a maior taxa de detecção de HIV em gestantes, com 9,5 ocorrências a cada mil nascidos vivos. Entre as capitais, Porto Alegre é, novamente, a campeã, com uma taxa de 21,1 casos a cada mil nascidos vivos - 7,6 vezes maior que a nacional e 2,2 vezes maior que a estadual. Em segundo lugar, vem Florianópolis, com 7,1 casos, e em terceiro, Belém, com 6,2. A taxa mais baixa é, de novo, a de Brasília, com 1,1 casos.

Ao comentar os dados, o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, destacou que é preciso refletir sobre a importância da prevenção. "O Brasil tem dado a sua contribuição no combate à doença, com a garantia de tratamento e oferta de testes para identificar o vírus, mas é preciso conscientização da população, principalmente dos jovens. Só com uso de preservativos, vamos evitar e combater o HIV e a Aids", explicou o ministro.

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