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Educação

Edição impressa de 27/11/2018. Alterada em 26/11 às 23h00min

Pais protestam contra fechamento de creche no Partenon

Alunos serão realocados para outras escolas da mesma região

Alunos serão realocados para outras escolas da mesma região


CLAITON DORNELLES /JC
Suzy Scarton
A Escola Municipal de Educação Infantil Unidos da Paineira, no bairro Partenon, zona Leste da Capital, não receberá alunos em 2019. A decisão foi tomada neste mês pela prefeitura, que preferiu realocar os 32 alunos para outras creches.
A Unidos da Paineira se situava, originalmente, em outro prédio, na rua Antônio Farias, na Vila Maria da Conceição, perto da casa que é utilizada hoje, na rua Tobias Barreto. Em maio de 2010, o prédio original foi interditado pela Defesa Civil porque as raízes de uma árvore, uma paineira, de um terreno vizinho invadiram o espaço da escola, comprometendo a estrutura do refeitório. Os alunos foram transferidos, então, para a casa na Tobias Barreto, que será, agora, devolvida ao proprietário.
Contrários ao fechamento da creche, pais e professores organizaram uma manifestação na tarde de ontem, na rua Barão do Amazonas, 1.959. Segundo o grupo, a Secretaria Municipal da Fazenda (SMF) esteve na escola e recalculou o valor do aluguel para R$ 3,9 mil. O proprietário, porém, teria aceitado baixar o valor, mas a prefeitura manteve a decisão de fechar a escola.
Mãe de um dos alunos, Jhannifer Belomo participou do protesto. "Queremos que a prefeitura mantenha a escola até que a reforma (no local antigo) seja feita", explica. Mesmo que 16 crianças já estejam matriculadas em outras creches, Jhannifer garante que os pais não estão conformados. "Tivemos que assinar um papel garantindo a matrícula, mas não estamos de acordo. As opções são longe, alguns pais não terão como levar ou terão de ir de ônibus", explica.
A escola tem 49 alunos, dos quais 32 serão transferidos para as escolas Walter Silber, na rua Frei Clemente, e Padre Ângelo Costa, na rua Primeiro de Março, ambas a cerca de 5 quilômetros da Unidos da Paineira. As outras crianças progredirão para o Ensino Fundamental. Conforme a Secretaria Municipal de Educação (Smed), a prefeitura não pode efetuar o pagamento do aluguel devido a impedimentos administrativos, referentes ao contrato, que foi feito pelo Conselho Escolar, dificultando o repasse de recursos via SMF. "A renovação não saiu também por falta de documentação por parte dos proprietários, que entraram com ação de despejo", afirmou, em nota.
Além disso, a Smed venceu ação judicial que obriga o proprietário do terreno vizinho a remover a árvore que causou a interdição. A intenção, afirma a pasta, é de retorno ao local original o mais rápido possível.
 
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