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Porto Alegre, terça-feira, 20 de novembro de 2018.
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direitos humanos

18/11/2018 - 20h03min. Alterada em 18/11 às 20h09min

Parada Livre lota parque da Redenção em Porto Alegre

Nem mesmo o céu encoberto e a ameaça de chuva foram suficientes para atrapalhar a festa

Nem mesmo o céu encoberto e a ameaça de chuva foram suficientes para atrapalhar a festa


MARCO QUINTANA/JC
Juliano Tatsch
Nem mesmo o céu encoberto por nuvens cinzas e ameaça de chuva foi suficiente para ofuscar o brilho e as cores que tomaram conta do parque da Redenção, em Porto Alegre, na tarde deste domingo (18). Em um momento político e social delicado para a comunidade LGBTI, a 22ª edição da Parada Livre de Porto Alegre foi sim uma grande festa da diversidade - com música e atividades artísticas e culturais - mas, mais do que isso, foi um ato em defesa de direitos e respeito às diferenças.
Com o passar dos anos, a Parada Livre deixou de ser apenas um evento da comunidade LGBTI para a comunidade LGBTI. O que mais se via eram pessoas de todas as idades, de crianças a idosos, brancos, pardos e negros, homens e mulheres, héteros e homossexuais. Todos em um clima de plena convivência. Sem contar com a poio financeiro da prefeitura, a organização da Parada fez uma vaquinha online para arrecadar recursos. Um total de R$ 20,1 mil foram obtidos, o que garantiu a realização do evento.
Se sair às ruas brasileiras em um dia comum ostentando a bandeira com as cores do arco-íris, um adesivo, bottom, ou uma vestimenta que identifique a população lésbica, gay, bissexual, transexual ou intersexual, é um risco - pelo menos 445 pessoas foram mortas em crimes envolvendo homofobia no País no ano passado (30% a mais que em 2016) - fazer isso na tarde de ontem na Redenção foi um ato de liberdade, sem medo.
Com o tema "Resistir para não morrer", o evento teve um forte tom político. O nome do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) foi, de longe, o mais citado nos discursos de todos que falaram no palco. Com fortes críticas ao futuro presidente do País e às suas posições em relação aos LGBTI, negros e mulheres, as vozes que se revezavam no microfone traziam palavras chave seguidamente repetidas: amor, alegria, cores, fraternidade, união e, principalmente, resistência.
Em meio a união de todas as tribos, um dos grupos que mais chamava atenção era o das Mães pela Diversidade, um coletivo de mulheres que atua em defesa dos direitos civis da população LGBTI e contra o avanço da homotransfobia. Ao se aproximar o fim da tarde, até o sol surgiu, inicialmente tímido, e, depois, em todo o seu esplendor, para destacar as cores de um domingo de celebração da diversidade.
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