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Saúde

14/11/2018 - 17h46min. Alterada em 15/11 às 01h06min

Governo federal diz que convocará brasileiros para suprir Mais Médicos

Hoje 8.332 das 18.240 vagas do Mais Médicos são ocupadas por cubanos contratados por meio da Opas

Hoje 8.332 das 18.240 vagas do Mais Médicos são ocupadas por cubanos contratados por meio da Opas


ANTONIO CRUZ/AGÊNCIA BRASIL/JC
Patrícia Comunello
O Ministério da Saúde emitiu nota, na tarde desta quarta-feira (14), assegurando que acionará medidas para "garantir a assistência dos brasileiros atendidos pelas equipes da Saúde da Família que contam com profissionais de Cuba". A reação ocorre após o anúncio de Cuba de que não fornecerá mais profissionais para o programa Mais Médicos no Brasil.
O governo federal diz que convocará nos próximos dias, por edital, médicos que "queiram ocupar as vagas que serão deixadas pelos profissionais cubanos". A pasta diz que a prioridade será dada a formados no Brasil e depois a brasileiros diplomados em Medicina no exterior.
Atualmente, 8.332 das 18.240 vagas do programa são ocupadas por cubanos, que são contratados por meio da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). Em 2016, o número era de 11,4 mil cubanos atuando nos postos.
Além de edital para chamar candidatos, o governo diz que pode buscar alunos formados através do Programa de Financiamento Estudantil (Fies). "Essas ações poderão ser adotadas, conforme necessidade e entendimentos com a equipe de transição do novo governo", disse o Ministério da Saúde na nota. As medidas, segundo a pasta, buscam suprimir de "forma imediata" as necessidades do Mais Médicos.
No Rio Grande do Sul, que tem médicos cubanos atuando em postos, as secretarias da Saúde do Estado e de Porto Alegre e nem a Federação das Associações dos Municípios (Famurs) não quiseram comentar os impactos da saída de Cuba.

Por que Cuba rompeu acordo

O governo de Cuba anunciou na manhã desta quarta o fim de sua participação do programa Mais Médicos. Em nota, o Ministério da Saúde do país caribenho alegou que a decisão reage a questionamentos do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), à qualificação dos médicos cubanos e à exigência de revalidação de diplomas no Brasil. 
O Mais Médicos foi criado em 2013 pela então presidente Dilma Rousseff (PT), que foi afastada em 2016 após sofrer impeachment.  O programa foi uma resposta do governo do PT a protestos que ganharam as ruas no primeiro semestre daquele ano e que cobravam melhoria em serviços públicos. A intenção inicial era de suprir a falta de médicos em localidades do interior e periferias. 
Em julho de 2017, em audiência na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul quando o programa completava quatro anos, Dilma mostrou preocupação com a continuidade da iniciativa. "Me preocupo muito com o Mais Médicos. Ainda não foi interrompido devido à grande crise política a qual seria construída com os prefeitos", observou a ex-presidente.
Segundo a petista, que tentou se eleger ao Senado por Minas Gerais este ano mas acabou não conseguindo, os riscos estavam associados à "instabilidade jurídica e legal".
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