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Porto Alegre, quarta-feira, 24 de outubro de 2018.
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Saúde

Edição impressa de 24/10/2018. Alterada em 24/10 às 01h00min

Em dez anos, Brasil perde mais de 40 mil leitos no SUS

Na Capital, número de vagas pelo sistema público caiu 7,23%, passando de 4.908 para 4.553

Na Capital, número de vagas pelo sistema público caiu 7,23%, passando de 4.908 para 4.553


JOÃO MATTOS/ARQUIVO/JC
Nos últimos dez anos, o Brasil perdeu mais de 41 mil leitos no Sistema Único de Saúde (SUS). Somando aos oferecidos fora da esfera pública, o Brasil perdeu 23.091 vagas no período, algo em torno de seis por dia. Hoje, o País conta com 2,1 leitos para cada mil habitantes, enquanto a proporção, há dez anos, era de 2,4. Os dados constam em levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), divulgado ontem.
Os números indicam que, além da perda de vagas na rede pública de saúde, há uma mudança na oferta de atendimento, que está se tornando percentualmente mais numerosa fora da rede SUS. Em 2018, o Brasil apresenta um total de 303.185 vagas na rede pública hospitalar, número inferior as 344.573 existentes há dez anos. Já os leitos classificados fora do SUS aumentaram de 116.083 em 2008 para 134.380 este ano, um acréscimo de mais de 18 mil vagas.
Os números mostram que, atualmente, nenhuma das regiões do País atinge o índice recomendado pelo próprio Ministério da Saúde, entre 2,5 e três leitos totais para cada mil habitantes. As regiões Sul (2,4) e Centro-Oeste (2,3) são as que mais se aproximam, enquanto a pior situação é no Norte, com 1,7. Já Nordeste e Sudeste têm, ambos, dois leitos para cada mil habitantes.
O Rio Grande do Sul segue sendo o estado que apresenta o maior índice de leitos na soma SUS e não SUS, atingindo 2,73. O número é ligeiramente inferior ao registrado em 2008, quando o percentual era de 2,77. Houve um pequeno aumento na oferta durante a década, de 30.104 para 30.957 vagas - insuficiente, porém, para compensar o crescimento populacional no Estado, que passou de 10,8 milhões para 11,3 milhões de habitantes. Além dos gaúchos, apenas Goiás (2,5) consegue atender a taxa ideal proposta pelo Ministério da Saúde.
No caso gaúcho, o aumento de 3,51% na oferta de leitos SUS para internação no Interior não encontrou reflexo em Porto Alegre, onde o índice teve queda de 7,23%. Enquanto a quantidade de vagas fora da Capital subiu de 16.186 para 16.754, os hospitais de Porto Alegre passaram de 4.908 leitos, em 2008, para 4.553 na atualidade.
A queda no índice de leitos é constatada na grande maioria dos estados brasileiros. Apenas Rondônia e Roraima conseguiram obter algum avanço na oferta hospitalar total, enquanto todos os demais registraram queda no número de vagas. Segundo o estudo, outros 13 estados brasileiros apresentaram situação semelhante aos gaúchos: mesmo com abertura de leitos, terminaram registrando queda percentual, uma vez que o aumento na oferta não satisfez ao aumento populacional verificado no período. Em termos quantitativos, apenas quatro estados (Rondônia, Amazonas, Amapá e Rio Grande do Sul) tiveram aumento na oferta de vagas pelo SUS, enquanto os demais verificaram diminuição.
 
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