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Porto Alegre, quarta-feira, 24 de outubro de 2018.
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Patrimônio

Edição impressa de 24/10/2018. Alterada em 24/10 às 08h00min

Obras no Recanto Europeu começam em dezembro

Execução começará por uma obra de drenagem, para que o local não fique alagado em dias de chuva

Execução começará por uma obra de drenagem, para que o local não fique alagado em dias de chuva


CLAITON DORNELLES /JC
Isabella Sander
Entre o final de dezembro e o início de janeiro, o Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Rio Grande do Sul (Sinduscon-RS) dará início às obras de revitalização do Recanto Europeu, espaço no Parque da Redenção localizado próximo ao auditório Araújo Vianna. O local, implantado em 1941, possui um Chafariz Imperial rodeado de recantos ajardinados e bancos de praça, mas sua estrutura foi sendo depredada e danificada pelo tempo, ao longo dos anos. O prazo de conclusão das intervenções é de quatro meses.
Segundo o diretor do Sinduscon-RS, Zalmir Chwartzmann, 70% do valor necessário para a revitalização já foi captado via Lei de Incentivo à Cultura. As intervenções estão estimadas em aproximadamente R$ 500 mil. A execução começará por uma obra de drenagem, para que o local não fique alagado em dias de chuva, como acontece atualmente. Depois, o piso e os bancos serão recuperados. Logo após, o Chafariz Imperial será restaurado e o paisagismo será refeito.
O Chafariz Imperial é a última das oito fontes instaladas na cidade no século XIX a resistir. As estruturas foram feitas após a criação da Companhia Hidráulica Porto-Alegrense, em 1866, e serviam para fornecer água potável para a cidade. A última intervenção ocorreu em 1998, e, desde então, nenhum tratamento foi dado à estrutura.
O monumento possui patologias na sua estrutura de ferro, precisando ter suas bacias de metal e de concreto remontadas e impermeabilizadas. O monumento passará por um microjateamento, por tratamento contra a ferrugem e terá nova pintura. O pináculo (parte mais alta) do chafariz sofreu atos de vandalismo - o ferro fundido que o compunha foi quebrado em duas partes. Por isso, a revitalização envolverá também colá-lo e fixá-lo novamente no topo. "Vai ficar superbonito, as pessoas terão prazer de passar a tarde ali", assegura Chwartzmann.
Os espelhos d'água localizados em frente ao Araújo Vianna também serão revitalizados pelo Sinduscon-RS. O projeto de restauro foi concluído nos últimos dias e entregue à Secretaria da Cultura de Porto Alegre. O estudo também será encaminhado para o Conselho Estadual de Cultura.

Projeto de recuperação da estátua do Laçador deverá ser concluído no próximo mês

Trabalhos serão executados por estudantes orientados por restaurador

Trabalhos serão executados por estudantes orientados por restaurador


/CLAITON DORNELLES /JC

Com fissuras e porosidades na sua base, a estátua do Laçador passa por um projeto de restauro que tem demorado mais do que o previsto. O motivo é a complexidade da obra e sua importância como símbolo tradicional do Rio Grande do Sul.

Com diagnóstico concluído em março de 2017, o projeto em si está sendo elaborado desde então. A previsão é de que o estudo seja finalizado em meados de novembro, quando será encaminhado à Secretaria de Cultura de Porto Alegre para avaliação e, depois, apreciado pelo Conselho Estadual de Cultura. Só a partir daí, será possível captar recursos de isenção fiscal, através da Lei de Incentivo à Cultura.

O projeto está sendo elaborado pelo Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Rio Grande do Sul (Sinduscon-RS). O restauro está orçado em R$ 750 mil. O sindicato também estuda incorporar no projeto espaços de debate com a população sobre a frequente depredação de monumentos em Porto Alegre.

Chwartzmann afirma que a possibilidade de retirada do Laçador de seu local durante o restauro gerou polêmica na cidade, mas que, para não atrasar ainda mais o trabalho, a equipe responsável pelo estudo optou por não esperar o fim da discussão e seguir fazendo o projeto em paralelo, enquanto a transferência da obra é avaliada. "Tirar o monumento que é um ícone gaúcho de seu lugar é uma operação de guerra, tem que ter seguro, guarda etc. Aí tem toda a parte técnica, de tirar o concreto, recuperar soldas e fazer a pátina. Temos que refletir sobre o que estamos fazendo", observa.

Boa parte do trabalho de restauro será realizada por três alunos que participaram das oficinas de restauração de obras em metal ministradas no ano passado por dos professores trazidos da França, orientados pelo francês Antoine Amarger, que assina o projeto de restauro. As oficinas, que envolveram 13 aulas para 15 estudantes do Rio Grande do Sul e de outros estados, também foram promovidas pelo Sinduscon-RS. A finalização, que contém detalhes mais delicados, será realizada pelo próprio Amarger.

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