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Porto Alegre, segunda-feira, 01 de outubro de 2018.
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Ciência

Edição impressa de 01/10/2018. Alterada em 01/10 às 01h00min

Geneticista que ajudou a traçar retrato do Brasil morre aos 90 anos

Trabalho de Francisco Salzano é reconhecido internacionalmente

Trabalho de Francisco Salzano é reconhecido internacionalmente


ANA PAULA APRATO/JC
O geneticista gaúcho Francisco Mauro Salzano, um dos principais especialistas da área no País, morreu na quinta-feira, aos 90 anos, de complicações após uma cirurgia de hérnia. Professor emérito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), Salzano foi um dos maiores especialistas do mundo na análise de DNA dos índios americanos.
O principal impacto do trabalho do pesquisador foi a contribuição à elaboração de um retrato molecular da história dos brasileiros, mostrando, por exemplo, a profunda assimetria que houve entre pessoas de origem europeia, de um lado, e africanos e indígenas, de outro, na formação da população do País. Os dados mostram que a maior parte dos brasileiros de hoje, inclusive os que se declaram brancos, carrega a herança genética indígena e negra em seu DNA do lado materno.
Precursor na pesquisa genética no Brasil, Salzano foi professor do Departamento de Genética da Ufrgs e pesquisador reconhecido nacional e internacionalmente. Mesmo aposentado desde 1998, continuava atuando na pesquisa, nas áreas de estudos de evolução em populações humanas, especialmente indígenas, e de doenças relacionadas à coagulação sanguínea, como as hemofilias. Salzano também detinha o título de Doutor Honoris Causa da Universidade de Toulouse, na França. 
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