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patrimônio

27/09/2018 - 16h07min. Alterada em 27/09 às 22h35min

Profissionais e alunos da museologia protestam em Porto Alegre contra medidas federais

Ato promove abraços em museus e encerramento na Praça da Alfândega

Ato promove abraços em museus e encerramento na Praça da Alfândega


REPRODUÇÃO/JC
Alunos, professores e profissionais da museologia estarão reunidos, a partir das 17h desta sexta-feira (28), na Praça da Matriz, no Centro Histórico de Porto Alegre, em uma mobilização que deve contar ainda com abraços simbólicos aos museus Júlio de Castilhos e Hipólito José da Costa.
O ato Museologia Resiste - que depois dos abraços deve ser encerrado na Praça da Alfândega - protesta contra as Medidas Provisórias (MPs) 850 e 851, publicadas em 11 de setembro pelo governo federal, e contra o que o setor chama de um "desmonte dos museus nacionais".
As medidas federais extinguem o atual Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e criam, no seu lugar, a Agência Brasileira de Museus (Abram), que teria entre suas responsabilidades a de reconstruir o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, destruído em incêndio no início de setembro.
Conforme a conselheira do Conselho Regional de Museologia (Corem) Ana Ramos Rodrigues, o Ibram foi criado em 2009, depois de reuniões, fóruns e mesas de debate entre governo federal e entidades representantes da museologia. "Já a Abram foi criada de cima para baixo, sem conversas com profissionais da área, de forma totalmente autoritária", explica. "Hoje existem 27 museus federais ligados ao Ibram, e a criação da agência ainda cria brechas para que museus sejam privatizados", defende. A medida prevê repasse de cerca de R$ 200 milhões do orçamento do Sistema S (Sebrae, Sesi, Senai, Senac, Apex, ABDI) para a criação do novo órgão.
Para a estudante de museologia da Ufrgs e representante discente Gabriela Mattia, a criação do Ibram ainda teve importância para a criação de cursos de graduação de Museologia. "O protesto de Porto Alegre faz parte de uma mobilização nacional contra essas medidas autoritárias. Diversos outros estados e cerca de cem instituições também estão na luta", afirma Gabriela.
Atualmente, as medidas estão em discussão no Congresso Nacional, e uma consulta pública à MP 850 está disponível para votação no site do Senado (veja aqui).
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