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Porto Alegre, quinta-feira, 27 de setembro de 2018.
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Jornal do Comércio

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Patrimônio

Edição impressa de 27/09/2018. Alterada em 26/09 às 22h36min

Licitação para o Café do Lago segue sem previsão

Área mais protegida da chuva e do frio foi transformada em abrigo por moradores de rua

Área mais protegida da chuva e do frio foi transformada em abrigo por moradores de rua


/MARCELO G. RIBEIRO/JC
Suzy Scarton
Inicialmente prevista para o primeiro semestre de 2018, a licitação para a revitalização do Café do Lago, localizado dentro do Parque da Redenção, na Capital, não tem estimativa de data para ser lançada. De acordo com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente e da Sustentabilidade (Smams), o projeto conceitual está em fase final, mas ainda faltam alguns detalhes.
O Café do Lago está fechado desde agosto de 2014. Em dezembro de 2017, a reportagem do Jornal do Comércio esteve lá e constatou que a área, abandonada, vinha sendo utilizada como abrigo para moradores de rua. Nove meses depois, a situação é a mesma. O teto da estrutura está cheio de buracos, e a pintura, de cor amarelada, está descascando. Há pichações e sujeira dentro do espaço, e, em um canto mais protegido da chuva e do frio, cobertores e almofadas indicam a presença de algum morador de rua. Curiosamente, há, também, uma vassoura, que não dá conta da sujeira impregnada no chão e nas paredes. No meio do café, há um buraco, que vem sendo utilizado como lixeira.
Considerando que a edificação e o próprio Parque da Redenção são tombados desde 1997, o projeto deverá obedecer a todas as diretrizes do patrimônio histórico-cultural definidas legalmente. Por meio de nota, a Smams apenas destaca que o projeto de revitalização faz parte de um novo conceito de valorização do parque e que será possível graças ao investimento da inciativa privada. "A equipe trabalha no desenvolvimento do termo de referência, que conta com o histórico de toda a área, justificativa, descrições das edificações, atividades permitidas, comissão técnica que avaliará o processo, definições de limpeza e manutenção, regramento para exposição de marca, fiscalização e obrigações. Além de critérios de julgamento e qualificação técnica", diz o texto. A reportagem solicitou mais detalhes a respeito do projeto, inclusive valores, mas a prefeitura explicou que ainda não dispõe desses dados.
O Café do Lago pertence ao município, que dá permissão a empresários para uso comercial - o mesmo ocorre no Mercado Público e nos comércios do viaduto Otávio Rocha. O espaço já foi usado como bicicletário, mas, desde 2001, foi disponibilizado para funcionar como café. No entanto, as depredações constantes e o limite de horário de funcionamento, até as 22h, fizeram com que o espaço nunca operasse por muito tempo. Hoje, existem 27 câmeras na Redenção, cujas imagens são monitoradas pelo Centro Integrado de Comando. Os equipamentos, no entanto, não têm sido suficientes para inibir crimes: na segunda-feira à noite, um cobrador de ônibus foi morto a facadas no parque.
 
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