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saúde

14/09/2018 - 16h08min. Alterada em 15/09 às 17h32min

Três novos casos de escorpiões amarelos são confirmados em Porto Alegre

Espécie já é considerada nativa da Capital e totalizou oito casos desde o início desse ano

Espécie já é considerada nativa da Capital e totalizou oito casos desde o início desse ano


Paulo Antunes/Especial/JC
Lívia Rossa
Três novos casos de escorpiões amarelos foram visualizados em Porto Alegre esta semana. Os animais foram encontrados no bairro Centro Histórico, nas ruas dos Andradas e Senhor dos Passos, mas não causaram nenhum acidente até o momento. Os casos foram registrados na terça (11) e quarta-feira (12). A espécie, que é considerada nativa de Porto Alegre, já havia sido identificada em maio desse ano na mesma região. No total, são oito casos confirmados até agora. Porto Alegre é considerada uma cidade infetada pelo aracnídeo.
A bióloga da Coordenadoria de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde Fabiana Nienov alerta que na região central há escorpião em diversas áreas centrais. Segundo Fabiana, Porto Alegre se transformou no habitat ideal para a reprodução do animal, que chegou na cidade em 2001. "Locais úmidos, escuros e alimentação, que são as baratas", diz ela. "É tudo que o Centro oferece." 
A bióloga informa que ainda não houve mortes no Rio Grande do Sul pela picada do escorpião. As principais vítimas atingidas costumam ser as crianças. O alerta é importante, pois o veneno se espalha mais rapidamente em um corpo pequeno. Fabiana lembra que mais de uma criança morre por semana por conta da picada do animal. O escorpião, no entanto, não costuma pular nem correr e só ataca ao ser agredido ou se sentir ameaçado.
Os locais preferidos do animal são ambientes escuros com umidade onde vão em busca de abrigo e alimento, principalmente baratas. O sexo é somente feminino e há autorreprodução por partenogênese (quando os óvulos se dividem) o que não torna necessária a presença de escorpiões machos.
Entre as medidas de segurança tomadas pela Vigilância estão a capacitação de profissionais para lidar especificamente com a espécie, além de vistorias e aulas de conscientizadas nas cerca de 1200 escolas de Educação Infantil de Porto Alegre. Nos locais é importante tomar cuidado com reservas de água, lixo, buracos entre outros.
> VÍDEOS JC: Conheça o escorpião amarelo, como evitar a infestação e agir em caso de picada
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