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Saúde

Edição impressa de 27/08/2018. Alterada em 27/08 às 01h00min

Álcool mata 2,8 milhões de pessoas anualmente

Levantamento sugere que não há qualquer benefício trazido pelo consumo moderado

Levantamento sugere que não há qualquer benefício trazido pelo consumo moderado


MAURO SCHAEFER/ARQUIVO/JC
Agência O Globo

O álcool provoca cerca de 2,8 milhões de mortes anuais em todo o mundo, das quais quase 100 mil no Brasil, aponta estudo publicado no periódico médico The Lancet. De acordo com a pesquisa, que levou em conta dados de 195 países, o consumo de bebidas alcoólicas e as doenças a ele relacionadas estão entre os principais fatores de risco e incapacitação evitáveis no planeta, respondendo por aproximadamente uma em cada dez mortes de pessoas com 15 a 49 anos.

Diante disso, os cientistas responsáveis pelo levantamento sugerem que não há níveis seguros para uso do álcool ou qualquer benefício trazido por seu consumo moderado, em especial para o sistema cardiovascular, sendo largamente contrabalançado pelos seus efeitos adversos em outros aspectos da saúde, principalmente o desenvolvimento de câncer, que cresce exponencialmente com seu abuso.

"Estudos prévios encontraram um efeito protetor do álcool sob algumas condições, mas descobrimos que os riscos combinados à saúde associados ao álcool aumentam com qualquer quantidade", afirma Max Griswold, do Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde da Universidade de Washington e líder da pesquisa.

Griswold alerta para a forte associação entre o consumo de álcool e os riscos de câncer, ferimentos e doenças infecciosas, o que compensa os efeitos protetores contra doenças isquêmicas do coração nas mulheres. "Embora os danos à saúde causados pelo álcool comecem pequenos com uma dose por dia, eles crescem rapidamente à medida que as pessoas bebem mais", ressalta o pesquisador.

Segundo os cientistas, um ano consumindo diariamente apenas uma dose (dez gramas puros da substância, o equivalente a uma lata de cerveja com 3,5% de álcool) aumenta o risco de desenvolvimento de uma das 23 doenças ou problemas relacionados a seu consumo em 0,5% nas pessoas de 15 a 95 anos, se comparado à abstinência total. Se o consumo for de duas doses por dia, o risco sobe 7%, e, no caso de cinco doses diárias, salta para 37%.

Cerca de uma em cada três pessoas, ou 2,4 bilhões no planeta, bebem, numa proporção de 25% de mulheres (900 milhões) e 39% (1,5 bilhão) de homens. No Brasil, a prevalência calculada foi de 42% para elas e 71% para eles. Aqui, os homens tomam em média três doses por dia, e as mulheres uma e meia, com estimadas 76 mil e 21 mil mortes anuais, respectivamente.

Principais pontos identificados na pesquisa

- Uma em cada dez mortes de pessoas com 15 a 49 anos decorre da ingestão de bebidas alcoólicas
- Não há níveis seguros de consumo de álcool, nem benefícios com seu uso moderado
- O desenvolvimento de câncer e outras doenças cresce exponencialmente com o abuso da bebida alcoólica
- Uma em cada três pessoas do mundo bebe
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