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Porto Alegre, segunda-feira, 06 de agosto de 2018.

Jornal do Comércio

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Saúde

Edição impressa de 06/08/2018. Alterada em 06/08 às 01h00min

Na contramão da crise, Hospital Independência se reinventa

Hospital realiza procedimentos nas áreas de traumatologia e ortopedia, exclusivamente pelo SUS

Hospital realiza procedimentos nas áreas de traumatologia e ortopedia, exclusivamente pelo SUS


/MARCO QUINTANA/JC
Suzy Scarton
Enquanto alguns hospitais sobrevivem a duras penas ou chegam até mesmo a fechar as portas, o Hospital Independência, na avenida Antônio Carvalho, bairro Jardim Carvalho, em Porto Alegre, vem andando na contramão. Dedicado exclusivamente a procedimentos nas áreas de traumatologia e ortopedia, a instituição só atende pacientes vinculados ao Sistema Único de Saúde (SUS).
No entanto, quem vê a estrutura do hospital, que oferece 100 leitos (90 vagas de internação e dez de UTI), não imagina que, há menos de dez anos, ele teve que encerrar suas atividades. Isso porque pertencia à Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), que passou por uma grave crise financeira no final da década passada. Em 2009, o Independência fechou, e, dois anos depois, o Ministério da Saúde assumiu a gestão e repassou a responsabilidade ao município de Porto Alegre. A partir daí, foi feito um chamamento público, do qual saiu vencedora a Rede de Saúde Divina Providência (RSDP).
A assinatura do contrato se deu no final de 2011. As obras de recuperação começaram em janeiro de 2012 e, em setembro, a reforma foi concluída. A inauguração ocorreu no dia 28 de setembro daquele ano. "Fizemos reforço estrutural, demolições de paredes, paredes e acabamentos novos, reforçamos as redes elétrica e hidráulica, instalamos ar-condicionado. Tudo foi refeito", conta o gerente administrativo do Independência, Elton Bigolin.
Depois de uma adequação às normas de vigilância sanitária, o número de leitos caiu de 130 para 100. "Inicialmente, os quartos não tinham banheiros, que ficavam nos corredores, e nem ar-condicionado. Era um sistema muito coletivo, uma estrutura sucateada, sem condições de funcionamento para um hospital", avalia Bigolin.
O diretor ressalta que pacientes do SUS também devem ser tratados com o mínimo de condições. "Ar-condicionado, por exemplo, não é luxo, faz parte do tratamento. Imagina um paciente com cirurgia de quadril, em pleno janeiro, deitado em uma cama, sem se mexer?", questiona.
Dedicada basicamente a procedimentos cirúrgicos, a instituição serve como retaguarda do Hospital de Pronto Socorro (HPS), que recebe boa parte dos casos de trauma da Região Metropolitana. Depois de um primeiro atendimento de emergência ou urgência, o paciente pode ser encaminhado ao Independência, que não oferece serviço emergencial. O restante da demanda é de pacientes regulados, ou seja, que já estão inscritos no SUS e que aguardam algum procedimento. Atualmente, o hospital recebe 60% de pacientes da Capital e 40%, do Interior. Se há indicação cirúrgica depois de realizada uma primeira consulta, a intervenção ocorre aproximadamente 20 dias depois.
Atualmente, o corpo clínico do Independência é composto por 44 médicos e 470 funcionários - 250 entre técnicos de enfermagem e enfermeiros, e os demais, de áreas administrativas. O volume de procedimentos gira em torno de 330 a 340 cirurgias mensais.
Por enquanto, não há pretensão de aumentar a oferta, mas Bigolin afirma que existe uma discussão, que envolve a Secretaria Municipal de Saúde, a respeito da ampliação em mais 200 leitos. O investimento é feito de forma tripartite entre os governos federal, estadual e municipal. Por parte da União e do município, o pagamento costuma ser em dia.
"A grande dificuldade de trabalhar com gestor público é a não regularidade dos pagamentos. Nosso grande problema neste ano está sendo o Estado", revela o diretor. No entanto, como a mantenedora compartilha alguns serviços corporativos entre os quatro hospitais da RSDP, períodos de turbulência são enfrentados com mais calma.
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