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Porto Alegre, quarta-feira, 01 de agosto de 2018.

Jornal do Comércio

Geral

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Infraestrutura

Edição impressa de 01/08/2018. Alterada em 31/07 às 22h33min

Zona Sul da Capital recebe novas obras viárias

Intervenções incluem faixa reversível para horários de pico

Intervenções incluem faixa reversível para horários de pico


JOEL VARGAS/PMPA/JC
Igor Natusch
Começaram ontem as obras de engenharia viária nas avenidas Wenceslau Escobar e Cel. Marcos, na Zona Sul de Porto Alegre. Considerado um dos principais gargalos do trânsito da Capital, o trecho é o primeiro a ter obras viabilizadas por meio da ferramenta ConstruaPOA, que procura facilitar o processo de doações por parte de empresários e integrantes da sociedade civil.
As intervenções acontecem, inicialmente, nos trechos 1 e 2 do projeto, que pretende reduzir pela metade o tempo de deslocamento nos horários de pico. Entre as mudanças, será implantada uma faixa reversível na Wenceslau Escobar, com cerca de 450 metros de extensão. O trecho, que terá semáforo e câmeras de vigilância, fica entre a Professor Xavier Simões (que dá acesso ao bairro Sétimo Céu) e a curva da Sociedade de Engenharia, onde tem início a Cel. Marcos. Outras alterações previstas incluem remoção de canteiros centrais, postes e semáforos, além de ajustes em acessos e conversões. A diretora técnica da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Carla Meinecke, explica que a decisão é de propor intervenções de baixo custo no local, capazes de promover "uma melhora sensível" no trânsito antes que obras mais profundas sejam efetivadas nas vias.
Após a conclusão de diagnósticos, elaboração e orçamento, o material foi incluído no ConstruaPOA - uma aba do aplicativo #EuFaçoPOA desenvolvida especificamente para permitir a visualização dos projetos e concentrar os procedimentos legais para doações. Por meio dele, foram obtidos, com o auxílio de empresários da região, 3,5 mil quilos de cimento asfáltico e 416 quilos de cola para fixação de tachões. O material equivale a 15% do necessário para tocar as obras adiante - o restante, explica Carla, será retirado das reservas que a própria prefeitura foi preparando para esse fim.
A resposta da população à ferramenta foi uma surpresa positiva, segundo a técnica da EPTC. "A comunidade se engajou muito, as pessoas entenderam a proposta. A ferramenta não se limita às doações, pois recebe sugestões e ideias para melhorar os projetos. Acaba também dando uma transparência adicional ao processo, oferecendo um ganho concreto à participação da sociedade", argumenta. O aplicativo divide os projetos em quatro categorias (saúde, educação, inovação e mobilidade), e permite aos doadores indicar a destinação específica do bem ou serviço ofertado à prefeitura. Não são permitidas doações em dinheiro, com exceção de projetos ligados à educação para mobilidade.
A previsão de entrega para os dois primeiros trechos na Zona Sul é de 45 dias. Após, devem ser encaminhadas as intervenções nos trechos 3 (que vai da travessa Pedra Redonda até o cruzamento da Cel. Marcos com a Arlindo Pasqualini, e prevê alterações em uma rotatória) e 4 (que se estende até a rua Déa Coufal, ponto em que se inicia a avenida Tramandaí).
Também estão previstas, entre as obras de mobilidade incluídas no ConstruaPOA, qualificação nas vias Bernardino Silveira Amorim e Bernardino Silveira Pastoriza, na Zona Norte, além das redondezas da João Alfredo, na Cidade Baixa. As futuras obras na Zona Norte, segundo Carla, estão em etapa de audiências públicas com a comunidade local e devem ser as próximas a contar com a ferramenta digital para sua conclusão. O aplicativo #EuFaçoPOA pode ser baixado, em versões para Android e iOS, por meio do serviço Google Play de dispositivos móveis.
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