Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quinta-feira, 19 de julho de 2018.
Nelson Mandela Day.

Jornal do Comércio

Geral

COMENTAR | CORRIGIR

Educação

Edição impressa de 17/07/2018. Alterada em 17/07 às 13h27min

Bibliotecários 'desaparecem' de escolas gaúchas

Último concurso público no Estado foi feito no início da década de 1990

Último concurso público no Estado foi feito no início da década de 1990


LUIZA PRADO/JC
Isabella Sander
A presença de bibliotecários nas bibliotecas escolares da rede estadual está em extinção. Apenas 20 profissionais da área atuam nas 2.539 escolas estaduais - o restante das bibliotecas é monitorado por professores afastados das salas de aula e funcionários de outros setores. Segundo a Secretaria Estadual de Educação (Seduc), mais de 100 vagas para bibliotecários estão ociosas. Não há, contudo, previsão de concursos públicos ou contratações emergenciais nesse setor. A falta de previsão vai na contramão de uma lei federal nº 12.244/2010 que exige que toda biblioteca de instituição de ensino tenha um bibliotecário responsável.
Em janeiro, o Jornal do Comércio fez levantamento no Portal da Transparência do Estado e identificou 28 bibliotecários trabalhando em escolas da rede, o que representava abrangência de 1% das instituições. Seis meses depois, oito desses profissionais se aposentaram e o número baixou para 20, assim como o percentual abrangido, que caiu para 0,7% das escolas.
O último concurso público para bibliotecários de escolas do Estado foi feito no início dos anos 1990. Por esse motivo, grande parte dos profissionais (a maioria composta por mulheres) está completando seus 25 anos de trabalho e encerrando a carreira.
A lacuna de bibliotecários não se deve à falta de profissionais se formando na área. Anualmente, mais de 100 bibliotecários terminam suas graduações no Rio Grande do Sul e ingressam no mercado de trabalho. O curso é oferecido na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), na Universidade Federal do Rio Grande (Furg) e na Universidade de Caxias do Sul (UCS).
Em função da falta de profissionais lotados ou por problemas no espaço físico, cerca de 250 bibliotecas escolares estão fechadas no Estado. O número, que representa em torno de 10% do total, permanece o mesmo do registrado no levantamento feito em janeiro.
Os dados apontam que o Estado corre o risco de descumprir a Lei das Bibliotecas Escolares, a qual estabelece que toda a instituição de ensino no Brasil precisa ter uma biblioteca e um bibliotecário responsável. O prazo para adequação à lei termina em 2020.
A falta de bibliotecários também se reflete no baixo número de leitores no Brasil. É considerado leitor aquele que leu, inteiro ou em partes, pelo menos, um livro nos últimos três meses. Estudo de 2015 do Instituto Pró-Livro indicou que 56% da população é leitora. Desses, 42% leem a Bíblia; 22%, outros livros religiosos; 22%, contos; e 22%, romances, entre outros. Na Região Sul, o percentual de leitores cai para 43%. A média no Brasil é de 4,96 livros lidos por ano, enquanto, no Sul, a média cai para 4,41.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
João Antonio Friedrich 18/07/2018 20h24min
Acusar o CRB-10 de não se importar com a situação das bibliotecas escolares é uma demonstração de desinformação. Os inúmeros processos administrativos de fiscalização, por falta de bibliotecários em escolas, movidos contra prefeituras municipais e contra o Estado, além das dezenas de edições do Fórum pela Melhoria das Bibliotecas Escolares, desde 2009 promovidas pelo Conselho em parceria com outras instituições, são provas do equívoco desta acusação.
Ivaniza 18/07/2018 09h28min
E o que dizer das prefeituras e escolas municipais. O CRB está pouco se importando...
Andrea Aniola 17/07/2018 14h59min
E o Conselho Regional de Biblioteconomia do RS (CRB-10) não se pronuncia sobre isso?
Ricardo 16/07/2018 23h14min
Simplesmente inacreditável uma das profissões responsáveis por manter nossa história ser tão desprezada, .