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Porto Alegre, segunda-feira, 25 de junho de 2018.

Jornal do Comércio

Geral

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Segurança pública

Notícia da edição impressa de 25/06/2018. Alterada em 25/06 às 01h00min

Raul Jungmann quer descriminalização do porte de drogas para usuários

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, defende a distinção entre usuário e traficante, bem como a descriminalização do porte de drogas para reduzir o número de mortes violentas de jovens no País e desafogar o sistema penitenciário. As informações são da Agência Brasil.
A atual lei antidrogas prevê tratamento diferenciado para usuários e traficantes, mas não estabelece a quantidade de droga que caracterizaria o porte. "A lei diz que usuário, desde que tenha bons antecedentes, é um caso de saúde e assistência social, não de reclusão. Só que, ao não estabelecer o limite entre um e outro, permite a interpretação, dada majoritariamente pela primeira instância da Justiça, do encarceramento", explica o ministro.
O assunto está sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o Ministério da Segurança Pública, cerca de 74% da população carcerária é formada por pessoas que praticaram crimes de baixa periculosidade, entre eles, pequenos traficantes e usuários de drogas. "Então, o que você vê é uma grande quantidade de jovens que vai para a prisão. Lá, para sobreviver, eles têm que fazer o juramento e passam a integrar uma gangue. Então, ou morre dentro ou morre fora. Geralmente é isso que acontece. Por isso, na faixa de 15 a 24 anos, o índice de mortalidade é praticamente três vezes o índice de mortalidade do Brasil. É isso que está acontecendo. Estamos fazendo um massacre com certos segmentos da população", argumenta Jungmann.
Para o ministro, é "fundamental" que o STF julgue o processo que trata da descriminalização do porte de drogas. O caso começou a ser analisado em 2015, mas foi suspenso por um pedido de vista do ministro Teori Zavascki. Ainda não há uma data prevista para a retomada do julgamento. Com a morte de Zavascki, em janeiro de 2017, o processo está no gabinete do ministro Alexandre de Moraes. Até o momento, três ministros votaram pela descriminalização, mas somente da maconha, por tratar-se do caso concreto que motiva o julgamento. Já votaram nesse sentido o relator, Gilmar Mendes, e os ministros Edson Fachin e Luís Roberto Barroso - que foi além da descriminalização e propôs como referência o porte da quantidade de 25 gramas de maconha para definir um cidadão como usuário.
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