H2Hub, de Vanessa Batisti, 
está instalada na Unisinos H2Hub, de Vanessa Batisti, está instalada na Unisinos Foto: /H2Hub/DIVULGAÇÃO/JC

É preciso educação para conseguir empreender

A experiência em sala de aula que virou um negócio para impulsionar projetos

A ideia de criar uma empresa que ajudasse novos empreendedores a desenvolver seus negócios foi o que motivou três professores da Universidade do Vale do Rio dos Sinos a fundarem a H2Hub Educação Empreendedora. A empresa atua no Parque Tecnológico São Leopoldo (o Tecnosinos), e oferece serviços de mentoria e monitoramento durante a etapa de pré-incubação.
Sócia e cofundadora, Vanessa Batisti, 37 anos, conta que a H2Hub vem mantendo o trabalho de auxiliar novos empreendedores no desenvolvimento e amadurecimento de suas empreitadas.
GeraçãoE - De que forma a H2Hub auxilia no desenvolvimento de novos empreendimentos?
Vanessa Batisti - Apoiamos os empreendedores no momento inicial, em que eles ainda estão com a ideia do negócio em diferentes estágios. Temos mentores de áreas distintas que nos auxiliam nesse processo. Trabalhamos com oficinas, momentos de mão na massa, mentorias técnica e comportamental para que esse empreendedor, ao longo de três meses, pelo menos, tenha suporte e decida se vai ou não entrar no mercado.
GE - Qual é o perfil empreendedor que costumam atender?
Vanessa - No processo de pré-incubação em parceria com o Tecnosinos, atendemos qualquer perfil empreendedor, desde que a área do negócio esteja entre as prioritárias do parque (Tecnologia da informação; Automação e engenharias; Comunicação e convergência digital; Tecnologias para a saúde; e Energias renováveis e tecnologias socioambientais).
GE - Qual é o investimento necessário para quem quiser o serviço de orientação?
Vanessa - Falando especificamente do Berçário de Ideias, projeto que realizamos no Tecnosinos, com duração de quatro a seis meses, tem o custo mensal de R$ 300,00. Neste pacote, oferecemos o ciclo de modelagem de ideias e desenvolvimento de empreendedores, duas mentorias, uma delas contábil, uso de três turnos do coworking, e apoio para a captação do vídeo e revisão do formulário de inscrição para a seleção na incubadora.
GE - Quais as expectativas de desenvolvimento desse setor no empreendedorismo?
Vanessa - Expectativas positivas relacionadas ao empreendedorismo no nosso País foram apresentadas pelo Global Entrepreneurship Monitor de 2018. Nele, temos uma taxa de empreendedorismo total no Brasil de 38%, o que representa quase 52 milhões de brasileiros envolvidos com alguma atividade empreendedora. Então, o Brasil é muito associado ao empreendedorismo. E isso acaba nos mostrando um potencial interessante de crescimento para a nossa empresa. Estamos atuando mais no Vale do Sinos e Região Metropolitana de Porto Alegre, mas, se pensarmos em Rio Grande do Sul e Brasil, temos bom potencial.
GE - Qual a porcentagem de sucesso que os empreendimentos apresentam depois de participarem dos ciclos de pré-incubação?
Vanessa - Dos projetos que entram, podemos considerar que cerca de 15% se tornaram negócio, o que pode ser considerado um bom indicador, já que estamos em uma fase inicial, na pré-incubação.
GE - A universidade pode ser um ponto de apoio a novos empreendedores, em diferentes áreas? Como, na sua opinião, isso poderia ser possível?
Vanessa - Já foi o tempo em que se formava grandes profissionais para atuarem em grandes empresas como colaboradores. Hoje, os jovens já vêm para o Ensino Superior com a ideia de empreender. Por isso, a universidade pode ser um guia nessa preparação por meio de disciplinas, cursos de extensão e professores que mostrem apoio e inspiração. Além disso, a academia pode propiciar os espaços para estas ideias e projetos se desenvolvam e se instalem, como as incubadoras e os espaços de coworking. Como exemplo de um projeto que é um ponto de apoio para novos empreendedores, destaco o Programa LAB Empreendedor, realizado pela H2Hub em parceria com a Unisinos. Vale conhecer.
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