Ana participará de evento do RSbloggers no sábado Ana participará de evento do RSbloggers no sábado Foto: //DIVULGAÇÃO/JC

Ter especialização é dever de um influenciador digital

A assessora de imprensa Ana Lima entende que é preciso sempre se atualizar na área. Formada em Publicidade e Propaganda e Administração de Empresas, a profissional se especializou no mercado de influenciadores digitais e hoje é referência no assunto. A comunicadora estará em Porto Alegre no sábado, 13 de julho, onde participará do evento Influenciadores Digitais Meet Up (auditório da Flowork, Rua Mostardeiro, 777 - Moinhos de Vento). O encontro, realizado pela agência RSbloggers reúne vários outros nomes do cenário, como Beto Bigatti (do blog Pai Mala), Eduarda França (influenciadora digital dos segmentos beauty e materno), Eduardo Viero e Mônica Morás (influenciadores do segmento de viagem), entre outros. Mais informações podem ser encontradas em: https://bit.ly/2XLSWwS. Ana, que fará a palestra 'Nicho, subnicho, propósito e comunidade', inédita no Rio Grande do Sul, conversou com o GE sobre o setor e perspectivas futuras. 
GE- Como você começou a se interessar por esse assunto?
Ana Lima - Meu filho foi ao youPIX Festival (evento de cultura de internet do Brasil), que aconteceu no Ibirapuera, em São Paulo. A fila de pessoas que esperavam para entrar dava voltas no parque e ele me ligou desanimado. Conversei com minha prima e organizadora, Bia Granja, que ele nem sabia que era minha prima, e ele entrou. Quando ele chegou em casa e eu vi a alegria dele, me estimulou a me atualizar e a estudar sobre. 
GE- Qual conselho você dá para quem está começando?
Ana Lima - As pessoas às vezes cometem o erro de abrir a conta no Instagram e comprar seguidores. Ninguém deve se intitular influenciador digital. O mercado que vai dizer isso. Você precisa ser um criador de conteúdo. Um bom conteúdo, consciente, consistente. Precisa ter um foco. Quem fala de tudo, não fala de nada. As pessoas querem informação, educação e entretenimento. Hoje querem menos conteúdo revista, que é o que tu fez no dia-a-dia, fotos pousadas em viagens, etc. 
GE- Para isso, precisa de especialização?
Ana - Sim. É preciso ter especialização. Isso é muito importante. Eu transformo o meu cliente em uma autoridade. No contrato, ele precisa me mostrar essa especialização. Trabalho com ele on-line e off-line, por isso ele tem que entender de um assunto para poder palestrar. E se eu levar em um programa de televisão tem que dominar o tema e não falar da lifestyle. 
GE- Como você interpreta a assessoria de imprensa no mercado de influenciadores digitais?
Ana - A galera passa cerca de nove horas por dia on-line. Há um embate entre assessores de imprensa e influenciadores digitais. Mas é importante o jornalista querer aprender a se posicionar. E o mesmo ao contrário. Estive em um programa de televisão, mas não ganhei seguidores. Só que muitos vieram me procurar. O fato de eu estar em um programa de televisão me deu credibilidade.
GE Como você vê o futuro do mercado? Alguma rede social pode acabar?
Ana - Um ano atrás, falavam em morte do Facebook. Isso não aconteceu e não vai acontecer. É muito difícil anunciar a morte de uma rede. Porém, o usuário do Instagram, por exemplo, envelheceu, mas não diminuiu de quantidade. A maior parte dele é formada por mulheres entre 24 e 37 anos. E 80% do conteúdo hoje da rede é em vídeo, e quanto mais autêntico, melhor, por isso o sucesso dos stories. Mas para dar tudo certo, existem várias técnicas. Eu também não gosto muito de falar em multiplataforma. Você precisa estar onde seu cliente está. Para alguns, por exemplo, o Pinterest pode funcionar, para outros, não. 
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