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Fórmula 1

- Publicada em 14/05/2022 às 08h30min.

F1 consolida público nos EUA e mira acordo mais lucrativo para transmissões

GP de Miami teve seus ingressos esgotados em menos de uma hora, apesar dos preços elevados

GP de Miami teve seus ingressos esgotados em menos de uma hora, apesar dos preços elevados


CHANDAN KHANNA/AFP/JC
Não é novidade que a Fórmula 1 mudou seu panorama nos Estados Unidos. Já é uma realidade o crescimento do público norte-americano, que conta com a Fórmula Indy e a Nascar como seus eventos favoritos no automobilismo. Mais de 360 mil pessoas que não assistiram às corridas do fim da temporada passada acompanharam as disputas neste ano depois de verem a série "Fórmula 1: Drive To Survive", da Netflix, segundo um recente estudo da Nielsen.
Não é novidade que a Fórmula 1 mudou seu panorama nos Estados Unidos. Já é uma realidade o crescimento do público norte-americano, que conta com a Fórmula Indy e a Nascar como seus eventos favoritos no automobilismo. Mais de 360 mil pessoas que não assistiram às corridas do fim da temporada passada acompanharam as disputas neste ano depois de verem a série "Fórmula 1: Drive To Survive", da Netflix, segundo um recente estudo da Nielsen.
Essa foi a primeira pesquisa realizada que relaciona a audiência da série com a das corridas na TV. Além disso, 41% dos espectadores da série também assistiram às três primeiras semanas da nova temporada da F1. Esses novos fãs também trazem um novo perfil ao público das corridas: mais hispânico, mais jovem, mais rico e que vive com crianças em casa.
Neste ano, os EUA voltam a receber dois GPs em uma mesma temporada, o que não acontecia desde 1984, com a expansão do calendário de provas da Fórmula 1. Além da etapa de Miami, realizada no último fim de semana, o país também realizará o GP dos Estados Unidos, em Austin, no Texas.
A partir de 2023, o circuito de rua noturno de Las Vegas integra o calendário. O GP de Miami teve seus ingressos esgotados em menos de uma hora, apesar dos preços elevados, em torno de US$ 640 (R$ 3,2 mil).
O australiano Daniel Ricciardo já não vive mais no anonimato quando visita os Estados Unidos. "Quando desembarcava nos Estados Unidos, eu dizia que era um piloto da Fórmula 1 e me perguntavam: 'Isso é como a Nascar? Depois da primeira temporada da série da Netflix, todos os dias que eu estava em algum lugar, alguém dizia: 'Eu vi você naquele programa'", contou ele à Bloomberg.
"Sem a série da Netflix, não teria esse crescimento do público norte-americano", disse Kevin Clark, apresentador do podcast The Ringer's F1 Show, ao jornal New York Post. O conteúdo virou um dos mais ouvidos na seção de esportes segundo a Chartable, empresa que analisa a audiência de podcasts.
"Comecei a assistir 'Drive to Survive' há três meses e passei de não gostar de automobilismo a ser obcecado pela F1. Eu leio sobre isso todos os dias, estou no Reddit todos os dias, escrevo sobre isso todos os dias, penso nisso todos os dias", disse o produtor e roteirista de televisão Travis Helwig, de 34 anos, também ao jornal.
A popularidade é resultado de um processo da F-1 em entender o automobilismo dentro da indústria de negócios do esporte, também voltada ao entretenimento. Só em 2012 que os EUA passaram a ter uma etapa permanente no calendário com o circuito de Austin. Cinco anos depois, o grupo norte-americano Liberty Media adquiriu a F1. O processo de alcance global, com o mercado como alvo prioritário, inclui ampliar fontes de receita e aperfeiçoar estratégias de marketing.
Há expectativa de negócios mais lucrativos na próxima venda dos direitos de transmissão. O atual acordo com a emissora foi assinado em 2019 ao valor de US$ 15 milhões (R$ 77 milhões) por três temporadas e se encerra no fim deste ano. O CEO da F-1, Stefano Domenicali, despista quando questionado sobre as empresas interessadas e o valor buscado em um novo contrato, que pode ser cinco vezes maior, segundo o site Sports Business Journal.
O campeonato teve um recorde de audiência nos Estados Unidos na temporada passada com uma média de 943 mil telespectadores por corrida nos canais da ESPN e na rede ABC, um número 54% maior que na temporada de 2020.
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