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Inter

- Publicada em 20h34min, 17/05/2021.

Os cinco pecados de Miguel Ángel Ramírez no comando do Inter

Técnico se prende ao esquema e é questionado por suas escolhas

Técnico se prende ao esquema e é questionado por suas escolhas


/RICARDO DUARTE/INTER/JC
Deivison Ávila
O início de trabalho do técnico Miguel Ángel Ramírez parecia bem encaminhado. No entanto, os últimos resultados somados às atuações apáticas começaram a levantar questionamentos e até cobranças em relação às apresentações do Inter. E essa semana pode ser decisiva para o futuro do treinador espanhol no Beira-Rio.
O início de trabalho do técnico Miguel Ángel Ramírez parecia bem encaminhado. No entanto, os últimos resultados somados às atuações apáticas começaram a levantar questionamentos e até cobranças em relação às apresentações do Inter. E essa semana pode ser decisiva para o futuro do treinador espanhol no Beira-Rio.
Por mais que direção esteja fechada com Ramírez, uma derrota na quinta-feira (20), para o Olimpia, pela Libertadores, associada com a perda do título do Gauchão no próximo domingo (23), na Arena, seria um duro golpe para o profissional que ainda não conseguiu encontrar o equilíbrio necessário para implantar o seu estilo de jogo. Já são dois Grenais com derrotas, além da sombra de ter substituído o ídolo Abel Braga, que deixou o Colorado após o vice-campeonato brasileiro, praticamente com o mesmo grupo.
Neste cenário, as críticas ao trabalho do treinador passam por alguns pontos. Confira alguns do pecados de Ramírez na condução do colorado.
Insistência em peças que não entregam
Uma das principais críticas ao trabalho de Ramírez é a escalação da equipe de acordo com o adversário - mesmo que muitas vezes ele não repita esta filosofia -, optando por atletas que não estão correspondendo. A persistência na escolha por Marcos Guilherme em detrimento a, por exemplo, Caio Vidal, levanta vários questionamentos. Zé Gabriel, Mauricio e Carlos Palacios são outros nomes que geram dúvidas quanto à titularidade.
Comportamento apático em jogos decisivos
Ramírez parece deixar a desejar quando se trata de mobilização para partidas importantes. Mesmo com goleadas no Beira-Rio, em jogos decisivos, principalmente longe de casa, o Colorado parece não ter a mesma força. As derrotas para o Juventude, pelo Gauchão, e para o Táchira, pela Libertadores, mostraram uma apatia dos atletas dentro de campo, beirando a uma falta de vontade de vencer. O segundo tempo do Grenal 431 também mostrou um time sem brio.
Falta de repertório no esquema de jogo
A derrota para o Grêmio deixou clara a falta de alternativas e jogadas pelo lado esquerdo do campo. Sem contar com Patrick, lesionado, Ramírez focou o jogo no lado direito, facilitando a marcação adversária. Outra falha do treinador é o erro na leitura de jogo. O seu time apresenta atuações distintas dentro de uma mesma partida. No Grenal, por exemplo, dominou a primeira etapa e não soube reagir à mudança de comportamento promovida pelo técnico do Grêmio, Tiago Nunes.
Muita posse de bola e pouca objetividade
Raras são as partidas em que o Inter não possui mais posse de bola que o adversário. Entretanto, a bola no pé não se converte em jogadas ofensivas e domínio das ações. Toques laterais, recuadas para o goleiro e troca de passes no campo defensivo mostram que falta à equipe um jogador que quebre as linhas defensivas e organize o meio-campo. Normalmente, as goleadas aplicadas pelo colorado passaram mais pela fragilidade do adversário.
Falta de uma referência técnica em campo
Os principais jogadores do elenco não deram continuidade ao ótimo desempenho na temporada passada. Edenilson, Patrick e Rodrigo Dourado ainda não se encaixaram ao esquema do novo comandante. Taison chegou para ser essa referência técnica e de liderança, mas como não foi inscrito no Gauchão, atua apenas nas partidas pela Libertadores. Cabe a Ramírez tirar do seu grupo o melhor que cada um pode dar.
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