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MMA

- Publicada em 20h46min, 27/07/2020. Atualizada em 20h46min, 27/07/2020.

Brasil tenta retomar protagonismo no UFC

Lendas, Shogun e Minotouro se enfrentaram pela terceira vez no sábado (25)

Lendas, Shogun e Minotouro se enfrentaram pela terceira vez no sábado (25)


AFP PHOTO/HO/ZUFFA LLC/JC
Juliano Tatsch
O ano era 2012. O dia era 21 de julho. Quando o potiguar Renan Barão conquistou o cinturão dos pesos galo (até 61,2 kg) ao vencer o norte-americano Urijah Faber, o Brasil ostentava quatro dos sete cinturões masculinos do Ultimate Fighting Championship (UFC). Além dos campeões Júnior Cigano (pesados, até 120,2 kg), Anderson Silva (médios, até 83,9 kg), José Aldo Júnior (penas, até 65,8 kg) e o novato Barão, o País tinha na ativa estrelas como Rodrigo "Minotauro" Nogueira, Lyoto Machida, Maurício "Shogun" Rua, Vítor Belfort e Wanderlei Silva. Todos eles estrelas da organização. Passados oito anos, o País viu seus maiores nomes perderem os títulos, acumularem derrotas, se aposentarem e, agora, busca se reerguer na organização, apostando em uma nova safra de lutadores.
O ano era 2012. O dia era 21 de julho. Quando o potiguar Renan Barão conquistou o cinturão dos pesos galo (até 61,2 kg) ao vencer o norte-americano Urijah Faber, o Brasil ostentava quatro dos sete cinturões masculinos do Ultimate Fighting Championship (UFC). Além dos campeões Júnior Cigano (pesados, até 120,2 kg), Anderson Silva (médios, até 83,9 kg), José Aldo Júnior (penas, até 65,8 kg) e o novato Barão, o País tinha na ativa estrelas como Rodrigo "Minotauro" Nogueira, Lyoto Machida, Maurício "Shogun" Rua, Vítor Belfort e Wanderlei Silva. Todos eles estrelas da organização. Passados oito anos, o País viu seus maiores nomes perderem os títulos, acumularem derrotas, se aposentarem e, agora, busca se reerguer na organização, apostando em uma nova safra de lutadores.
O primeiro a perder o cinturão foi Cigano, nocauteado por Cain Velasquez (EUA) em dezembro de 2012. Em julho de 2013, foi a vez do norte-americano Chris Weidman nocautear a megaestrela Anderson Silva. Em maio de 2014, Renan Barão foi à lona contra T.J. Dillashaw (EUA). Em dezembro de 2015, José Aldo foi fulminado em 13 segundos pelo irlandês Conor McGregor.
O Brasil viu uma geração de campeões serem derrubados, mas, por outro lado, um novo grupo de lutadores galgou caminho até o título. Em meados de 2015, o País voltou a ostentar três cinturões, com o gaúcho Fabrício Werdum nos pesados, Rafael dos Anjos (leves, até 70,3 kg) e José Aldo (penas).
No entanto, em julho de 2016, os três títulos já haviam sido perdidos e o País não tinha campeão algum pela primeira vez desde 2006. As derrotas e perdas de títulos vieram acompanhadas do declínio dos principais atletas brasileiros.
Anderson Silva, por exemplo, venceu apenas uma das suas últimas oito lutas. Aos 45 anos, Spider não anunciou oficialmente a aposentadoria, mas não entra no octógono desde maio do ano passado. Lyoto Machida (42 anos), Vitor Belfort (43 anos) e Wanderlei Silva (44 anos) deixaram o Ultimate. Rodrigo Minotauro (44 anos) se aposentou em 2015, e Renan Barão (33 anos) foi demitido no ano passado após cinco derrotas seguidas.
Permanecem no UFC Maurício Shogun (38 anos), Demian Maia (42 anos) e José Aldo (33 anos). O primeiro, vem de vitória obtida no sábado (25), quando superou na decisão dos juízes o compatriota Rogério "Minotouro" Nogueira (44 anos), que anunciou a aposentadoria. Em um momento irregular na carreira e se aproximando dos 40 anos, Shogun não deve mais brigar pelo cinturão. Por fim, José Aldo ainda tem idade para brigar pelo topo nos rankings, mas passa por um mal momento - vem de três derrotas seguidas e perdeu seis das últimas nove lutas. Sua última batalha foi no dia 11 de julho, quando foi nocauteado pelo russo Petr Yan em duelo valendo o cinturão dos Galos.

Mulheres viram estrelas, mas ganham muito menos do que os homens

Se os homens envelheceram e perderam espaço no Ultimate. Com as mulheres, a situação é diferente. O momento no MMA brasileiro é delas. Com destaque especial para uma mulher.
Amanda Nunes é a atual campeão dos pesos Pena (até 65,7 kg) e Galo (até 61,2 kg). A baiana não perde desde 2014 e encarreira 11 triunfos seguidos. Em julho de 2016, conquistou o cinturão dos Galos ao finalizar com um estrangulamento a norte-americana Miesha Tate.
Depois de defender seu título por três vezes, decidiu subir de categoria e desafiar a compatriota Cris Cyborg pelo cinturão dos Penas. Cyborg não era derrotada desde 2005 e tinha um cartel de 21 vitórias consecutivas. Amanda não tomou conhecimento da adversária considerada imbatível até então, e aplicou um nocaute avassalador com 51 segundos de luta.
Maior nome do MMA brasileiro na atualidade - e do MMA feminino em todo o mundo -, Amanda, porém, ganha muito menos do que os campeões masculinos. A brasileira, inclusive, ganha muito menos do que lutadores que não ostentam o cinturão do UFC.
Em sua última luta, em junho deste ano, a brasileira venceu a canadense Felícia Spencer na sua primeira defesa do título dos Penas e se tornou a primeira campeã de duas divisões a defender ambos simultaneamente na história do Ultimate. Nem isso foi suficiente para lhe garantir um pagamento sequer parecido com o que os campeões masculinos recebem. Amanda faturou uma bolsa de US$ 350 mil para participar do evento e outros US$ 100 mil pela vitória.
Em termo de comparação, Anderson Silva, em seu último duelo, recebeu uma bolsa de US$ 600 mil pela participação na qual saiu derrotado. Ou seja, o pagamento de Amanda para participar do evento foi 58,3% inferior ao recebido por Anderson. Comparando os ganhos da brasileira com outros campeões, é difícil compreender como ela recebeu para entrar no octógono a mesma quantia que o australiano Alexander Volkanovski em sua primeira defesa de título no UFC 251, no dia 11 deste mês.
 

Brasil pode iniciar retomada no UFC

Com o triunfo de Deiveson, Brasil volta a ter um cinturão entre os homens
Com o triunfo de Deiveson, Brasil volta a ter um cinturão entre os homens
JEFF BTTARI/ZUFFA LLC/AFP/JC
A seca de títulos entre os homens no Ultimate teve fim no dia 18 deste mês, quando o paraense Deiveson Figueiredo atropelou o norte-americano Joseph Benavidez, ainda no primeiro round, e conquistou o cinturão vago dos pesos Moscas (até 56,7 kg). O cinturão recém-chegado ao Brasil pode dar início a uma retomada do País no UFC.
No dia 19 de setembro, o mineiro Paulo Borrachinha, 29 anos, encara o nigeriano Israel Adesaya, campeão dos Médios, valendo o título da categoria. Outro brasileiro que deve subir ao octógono para lutar pelo cinturão é Gilbert Durinho. O carioca de 34 anos acumula seis triunfos em sequência e deverá enfrentar o também nigeriano Kamaru Usman, valendo o cinturão dos meio-médios (até 77,1 kg).
 
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