Porto Alegre, sábado, 18 de julho de 2020.

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- Publicada em 20h18min, 16/07/2020. Alterada em 20h18min, 16/07/2020.

Clubes divulgam apoio à MP 984 e pressionam por votação no Congresso

Presidente Bolzan, do Grêmio, e outros três clubes não assinaram documento

Presidente Bolzan, do Grêmio, e outros três clubes não assinaram documento


LUIZA PRADO/JC
Com o aval de 16 clubes da Série A do Campeonato Brasileiro, um manifesto em apoio à Medida Provisória 984 deverá ser usado como instrumento de pressão para que o Congresso aprove o texto, editado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no dia 18 de junho.
Com o aval de 16 clubes da Série A do Campeonato Brasileiro, um manifesto em apoio à Medida Provisória 984 deverá ser usado como instrumento de pressão para que o Congresso aprove o texto, editado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no dia 18 de junho.
A MP determina que o time de futebol mandante do jogo possui o direito de transmitir ou negociar a sua transmissão. A mudança no artigo da Lei Pelé ficou conhecida como "MP do Flamengo", já que a articulação partiu do presidente rubro-negro, Rodolfo Landim, junto a Bolsonaro, que faz questão de expor suas indiferenças com a Rede Globo, detentora dos direitos de transmissão das principais competições nacionais e continentais. Soma-se a isso o não acordo do rubro-negro com a emissora para a transmissão do Carioca.
Quase um mês depois da publicação, a MP reúne 91 emendas e ainda não foi votada pela Câmara Federal. Ela precisa ser aprovada ou rejeitada pelo Congresso em até 60 dias, renováveis pelo mesmo período. Até que isso aconteça, tem poder de lei. "Apoiamos a MP 984/2020 e pedimos a sua conversão imediata em lei", diz um trecho do manifesto. Entre os times da Série A, apenas Botafogo, Fluminense, Grêmio e São Paulo não o assinaram.
"Temos que discutir todo um processo, sem ranço cultural, sem interesse de clube. Não podemos fazer de maneira açodada", afirma o presidente gremista, Romildo Bolzan Jr. "De modo que equilibre e melhore as competições, e não que o dinheiro drene dois, três, quatro clubes. Que sejam respeitados os seus tamanhos, mas tenha uma equivalência de distribuição de renda”, acrescentou.
Assinaram o documento: Athletico, Atlético-MG, Atlético-GO, Bahia, Ceará, Corinthians, Coritiba, Flamengo, Fortaleza, Goiás, Inter, Palmeiras, Bragantino, Santos, Sport e Vasco. A carta defende, em quatro tópicos, que a MP irá estimular a união entre os clubes, aumentar a concorrência e ampliar as opções de transmissão para o torcedor.
No entanto, para clubes menores, que não possuem um apelo tão grande de torcida ou de comercialização de seus jogos o cenário pode não ser dos melhores. Em entrevista ao Jornal do Comércio na quarta-feira (15), o ex-goleiro do Grêmio e hoje deputado federal Danrlei de Deus (PSD-RS), fez um alerta: "Para os pequenos é horrível. Para clubes menores, tirando os da Série A, não auxilia em dada. Essa medida vem para ajudar os times com mais torcida. No entanto, por óbvio, traz liberdade para eles fazerem suas escolhas."
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