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Futebol Gaúcho

Notícia da edição impressa de 26/06/2020. Alterada em 25/06 às 21h33min

Dupla Bra-Pel aguarda decisão de autoridades para voltar ao trabalho

Quando o Estadual retornar, a primeira partida será entre os rivais

Quando o Estadual retornar, a primeira partida será entre os rivais


/TALES LEAL/AI ECP/JC
Deivison Ávila
Até o final da semana passada, Pelotas era a única cidade com mais de 200 mil habitantes que ainda não tinha registro de mortes pela Covid-19 no País. Entretanto, nos últimos dias, foram registrados dois óbitos. De acordo com o modelo de Distanciamento Controlado adotado pelo governador Eduardo Leite, atualmente, a bandeira do município passou de amarela para laranja, o que ainda permitiria a retomada dos trabalhos coletivos, mesmo que sem contato. Ainda assim, a dupla Bra-Pel não voltou aos treinamentos.
Até o final da semana passada, Pelotas era a única cidade com mais de 200 mil habitantes que ainda não tinha registro de mortes pela Covid-19 no País. Entretanto, nos últimos dias, foram registrados dois óbitos. De acordo com o modelo de Distanciamento Controlado adotado pelo governador Eduardo Leite, atualmente, a bandeira do município passou de amarela para laranja, o que ainda permitiria a retomada dos trabalhos coletivos, mesmo que sem contato. Ainda assim, a dupla Bra-Pel não voltou aos treinamentos.
Quando o Campeonato Gaúcho for retomado, Brasil e Pelotas se enfrentarão pela 4ª rodada do segundo turno. Até lá, as equipes precisam voltar a treinar, o que não ocorre desde a paralisação da competição em março. A partir da decisão de prefeita Paula Mascarenhas de não liberar atividades físicas coletivas na cidade, a permissão para os clubes retomarem os treinos será analisada só a partir do dia 6 de julho.
A cautela é utilizada pelos dois rivais. O diretor de futebol do Pelotas, Luciano Alves, explica que, enquanto o clube não tiver um posicionamento do governo municipal, a direção não tem como avançar muito em qualquer situação de retorno dos atletas. "Estamos parados e continuaremos se prefeitura não liberar as atividades de treinamento", sintetiza.
O Lobão dispensou boa parte do grupo assim que o Gauchão foi paralisado. Hoje, o dirigente conta que o clube tem, mais ou menos, 20 atletas contratados ou com pré-contrato. O técnico Ricardo Colbachini, contratado em meio à pandemia, não estreou, mas vem trabalhando fortemente na análise de mercado e na formação do grupo. Restaram apenas cinco atletas que atuaram na competição antes da parada.
Mesmo sem a data precisa, Alves já tem planejado o retorno dos atletas. "Temos programado uma testagem na localidade de origem dos jogadores e outra na sua chegada", revela. Como a ideia da Federação Gaúcha de Futebol (FGF) é reiniciar o campeonato no dia 19 de julho, os clubes da Zona Sul não terão tempo para preparação. "Para voltarmos a competir, acredito que de 20 a 25 dias serão o suficiente para aprontar o grupo", aponta.
Do lado xavante, o discurso é parecido. O vice-presidente de Futebol, Giovanni Alcântara, avalia como inviável que o Estadual volte sem que as equipes tenham um prazo mínimo de treinamentos. O dirigente não acredita que o jogador de futebol esteja imune ao vírus, mesmo com as testagens e com os protocolos adotados pelos clubes. "Eu vejo com uma certa ressalva essa questão de que o atleta vive em uma bolha e que o futebol esteja desassociado das demais atividades, a não ser que se concentre o jogador, isole o grupo num hotel, e fique testando permanentemente, o que se tornaria impossível economicamente", diz.
Alcântara afirma que o elenco comandado pelo técnico Hemerson Maria precisa de 25 dias de trabalho até a retomada do Gauchão. "Acredito que esse cronograma da FGF com a intenção de recomeçar no dia 19 de julho seja alterado. Caso consigamos retomar os treinos após o dia 6 de julho, poderíamos voltar a jogar no início de agosto", indica. "A partir desta data, vamos começar a mobilizar o grupo, que está espalhado pelo País, fazer a testagem, e, aí sim, liberar o pessoal para os treinos", acrescenta.
Em meio à pandemia, a direção trabalha por uma redução dos salários dos atletas. O dirigente não revelou o valor exato, mas disse que o Sindicato dos Atletas está participando da negociação. Além disso, o Brasil acompanha a decisão da CBF quanto ao início do Brasileirão da Série B. Alcântara diz que os dirigentes dos clubes em disputa seguem em diálogo, mas que a entidade não se manifesta há algum tempo. Ele acredita que antes de setembro é impossível o início da competição.
 
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