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Notícia da edição impressa de 25/06/2020. Alterada em 24/06 às 21h14min

Jockey Club do Rio Grande do Sul perde 80% de receita na pandemia

Com portões fechados e protocolos sanitários, as corridas seguem ocorrendo em Porto Alegre

Com portões fechados e protocolos sanitários, as corridas seguem ocorrendo em Porto Alegre


/CLAITON DORNELLES /JC
Deivison Ávila
O Jockey Club do Rio Grande do Sul também está sofrendo com a pandemia do novo coronavírus. A doença provocou uma queda de até 80% na receita com apostas. Com autorização da prefeitura da Capital, os páreos seguem sendo disputados a cada 15 dias, seguindo os protocolos sanitários, o distanciamento entre os colaboradores e sem a presença de público. Com provas ocorrendo às sextas-feiras, o hipódromo receberá corridas no próximo dia 3 de julho.
O Jockey Club do Rio Grande do Sul também está sofrendo com a pandemia do novo coronavírus. A doença provocou uma queda de até 80% na receita com apostas. Com autorização da prefeitura da Capital, os páreos seguem sendo disputados a cada 15 dias, seguindo os protocolos sanitários, o distanciamento entre os colaboradores e sem a presença de público. Com provas ocorrendo às sextas-feiras, o hipódromo receberá corridas no próximo dia 3 de julho.
Foram quase 50 dias sem provas, no período de 19 de março até o início de maio, desafiando à diretoria a deixar as contas em dia. O presidente José Vecchio Filho explica que, como as apostas estão sendo feitas pela internet e grande parte dos apostadores é formada por um público mais antigo, eles não são muito familiarizados com essa ferramenta, diminuindo o número de apostas. Com isso, houve também a diminuição na disputa dos páreos, antes realizados semanalmente.
"As nossas receitas despencaram. A gente não tem a frequência de público em todo o Brasil, nem as agências físicas que colhem as apostas, além de a nossa experiência no jogo on-line ser incipiente. Pode ser que daqui a 10 anos, as agências físicas nem existam, no entanto, é um processo que vai migrando lentamente", indica.
Vecchio faz questão de enfatizar a necessidade de manter os cavalos em atividade, comparando o dia a dia dos animais com atletas de alto rendimento. "Os cavalos precisam seguir em atividade para manter o ritmo. Se pararem abruptamente, eles têm um processo de cólica e morrem. O ritmo do trabalho pode até ser diminuído, mas, de forma alguma, suspenso. Se o animal parar de competir, ele perde todo condicionamento físico, precisando de 30 a 60 dias para recuperação", explica.
Vecchio lembra ainda que a pandemia atrapalhou o início das obras do complexo imobiliário, com prédios comerciais e residenciais, que será erguido em parte da área do Jockey Club. O empreendimento é uma parceria com a Multiplan, empresa holding do BarraShoppingSul.
"O lançamento da pedra fundamental e a construção do showroom seria feito em março e concluída em outubro. Assim, esse prazo deve sofrer um atraso de, no mínimo, seis meses após o fim da pandemia", explica. Cerca de 50% da área das cocheiras já foi demolida, onde será erguido o prédio comercial que será controlado pelo Jockey.
Atualmente, o Jockey Club conta com 110 colaboradores, sendo 70 fixos na rotina diária, e outros 40 que atendem em dia de corrida. Vecchio conta que os salários estão sendo pagos em dia, não foram feitas demissões por conta da Covid-19 e que a decisão do governo federal em adiar o recolhimento de impostos está auxiliando bastante a manutenção das contas no azul. Somado a isso, houve uma redução de custos a partir do pouco uso da estrutura física do hipódromo.
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