Porto Alegre, segunda-feira, 22 de junho de 2020.
Dia do Aeroviário.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
segunda-feira, 22 de junho de 2020.
Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

CORRIGIR

Seleção Brasileira

Notícia da edição impressa de 22/06/2020. Alterada em 21/06 às 19h56min

Tricampeonato de 1970 completa 50 anos

Carlos Alberto Torres, o Capita, ergueu a taça Jules Rimet

Carlos Alberto Torres, o Capita, ergueu a taça Jules Rimet


/STAFF/AFP/JC
Uma seleção que encantou o mundo. No dia 21 de junho de 1970, um esquadrão ficou marcado na história. Os elogios nunca são exagerados para definir a campanha do Brasil na Copa do Mundo do México. Mais do que ter vencido e conseguido erguer pela terceira vez a taça de um Mundial de futebol, o grupo de craques conseguiu ficar marcado para sempre na história do esporte como um dos melhores times de todos os tempos. E o domingo marcou os 50 anos daquele inesquecível conquista, consagrada pelos 4 a 1 sobre a Itália, na grande final. 
Uma seleção que encantou o mundo. No dia 21 de junho de 1970, um esquadrão ficou marcado na história. Os elogios nunca são exagerados para definir a campanha do Brasil na Copa do Mundo do México. Mais do que ter vencido e conseguido erguer pela terceira vez a taça de um Mundial de futebol, o grupo de craques conseguiu ficar marcado para sempre na história do esporte como um dos melhores times de todos os tempos. E o domingo marcou os 50 anos daquele inesquecível conquista, consagrada pelos 4 a 1 sobre a Itália, na grande final. 
Sob o comando do técnico Mário Jorge Lobo Zagallo, craques como Pelé, Carlos Alberto, Tostão, Gerson, Rivellino, Jairzinho e Clodoaldo conseguiram vencer seis partidas em seis jogos. Com isso, o Brasil alcançou a posse definitiva da Jules Rimet, taça que só seria entregue a quem vencesse pela primeira vez três edições da Copa, e ainda ensinou o mundo como jogar bonito, com velocidade, ocupação de espaços, transição defesa, meio e ataque, alternância de posicionamentos. Uma aula de como se jogar futebol até nos dias de hoje.
Como lembrança, os tricampeões mundiais receberam da CBF, em suas casas, uma réplica em miniatura da Taça Jules Rimet, e foram homenageados com o passaporte de "embaixadores da seleção brasileira".

Confira os depoimentos de alguns tricampeões

"A primeira coisa que me vem à cabeça é o trabalho extraordinário realizado por todo mundo, no qual pude contribuir para que o Brasil ficasse com a Taça Jules Rimet em definitivo. Pela primeira vez, a seleção jogou com cinco camisas 10, todos jogadores de alto nível. O mundo todo aplaudiu a qualidade do futebol brasileiro, ofensivo e de muita técnica. Não tivemos nenhum problema em termos de esquema tático, coletividade ou falta de amizade. Todo mundo se enquadrou dentro daquela filosofia. Até hoje está escrito nos anais do futebol que o time de 70 foi a melhor seleção de todos os tempos".
JAIRZINHO, atacante
"Saímos do Brasil totalmente desacreditados por todo mundo. Tínhamos bons jogadores, mas, naquela época, era difícil ter informações dos adversários. Ficamos dois meses treinando e algo que me chama a atenção até hoje era o quanto o Pelé, a maior referência do futebol na história, tinha de energia positiva, de vontade de vencer... Ele era o primeiro da fila e nunca reclamava de nada. O cara era bicampeão do mundo, chegava em nós e falava: 'Olha aqui, moleque, você não sabe o que é ser campeão do mundo."
RIVELINO, meia
"A seleção de 1970 foi o melhor time do Brasil. Das campeãs, eu reputo duas: 1958 e 1970. A de 58 pela parte técnica e a de 70 pelo conjunto, pelo entrosamento. Essa seleção de 70 foi montada basicamente em 1968, numa excursão que fizemos na Europa e depois pelas Américas. Isso nunca saiu da minha cabeça. A gente sabia o que outro iria fazer, o que gostaria de fazer, de antemão. Muito tempo de excursão, depois, as Eliminatórias, depois três meses de preparo tanto no Brasil quanto lá no México. Isso tudo foi o ponto marcante daquela seleção".
GERSON, meia
 

A campanha do Brasil no Mundial

6 jogos - 6 vitórias - 19 gols marcados - 7 gols sofridos
Jogos
Fase de Grupo
03/06 - Guadalajara - Estádio Jalisco
Brasil 4x1 Tchecoslováquia
Gols: Rivellino, Pelé e Jairzinho (2)
07/06 - Guadalajara - Estádio Jalisco
Brasil 1x0 Inglaterra
Gol: Jairzinho
10/06 - Guadalajara - Estádio Jalisco
Brasil 3x2 Romênia
Gols: Pelé (2) e Jairzinho
Quartas de Final
14/06 - Guadalajara - Estádio Jalisco
Brasil 4x2 Peru
Gols: Rivellino, Tostão (2) e Jairzinho
Semifinal
17/06 - Guadalajara - Estádio Jalisco
Brasil 3x1 Uruguai
Gols: Clodoaldo, Jairzinho e Rivellino
Final
21/06 - Cidade do México - Estádio Azteca
Brasil 4x1 Itália
Gols: Pelé, Gérson, Jairzinho, Carlos Alberto
Comentários