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Futebol

- Publicada em 17h02min, 26/05/2020. Alterada em 20h24min, 26/05/2020.

Leite reforça restrição ao futebol e diz que FGF deve decidir sobre jogos em regiões liberadas

Bandeira laranja em Porto Alegre impede jogos com portões fechados, como na Arena

Bandeira laranja em Porto Alegre impede jogos com portões fechados, como na Arena


ARENA PORTO-ALEGRENSE/DIVULGAÇÃO/JC
Patrícia Comunello
A bandeira amarela indica impedimento do time que está no ataque durante uma partida de futebol. O jogo para, e a bola troca de lado. Mas, em tempos de pandemia do novo coronavírus e do distanciamento controlado adotado no Rio Grande do Sul, cujas restrições são comandadas por cores de bandeiras, a amarela tem o poder de liberar completamente as partidas, mesmo sem público, assim como treinamentos coletivos.
A bandeira amarela indica impedimento do time que está no ataque durante uma partida de futebol. O jogo para, e a bola troca de lado. Mas, em tempos de pandemia do novo coronavírus e do distanciamento controlado adotado no Rio Grande do Sul, cujas restrições são comandadas por cores de bandeiras, a amarela tem o poder de liberar completamente as partidas, mesmo sem público, assim como treinamentos coletivos.
Problema, e por isso a pressão aumenta, é que Porto Alegre, onde estão Grêmio e Inter, a bandeira é laranja, que veta jogos e treinos coletivos. A dupla já retomou treinos, mas com limitações. Sem jogos e a renda de transmissões e patrocínios, os prejuízos só se acumulam. O jejum de partidas soma mais de 70 dias no Rio Grande do Sul. A suspensão ocorreu em 16 de março, após o último fim de semana de jogos do Gauchão 2020. 
Sobre o assunto, o governador Eduardo Leite avisou, durante live pelo Instagram do Jornal do Comércio, na noite dessa segunda-feira (25): 
"Isso não é tarefa do governo do Estado resolver. É uma decisão da Federação Gaúcha de Futebol (FGF) de como contornar a situação", avisou o governador Eduardo Leite, ao avaliar as condições para a bola voltar a rolar nos gramados gaúchos. 
Ao concordar que, para as partidas voltarem na Capital, precisa mudar a bandeira, o governador também lembrou que o "Campeonato Gaúcho é mais que Porto Alegre". Restaria à FGF encontrar um caminho para fazer jogos onde a prática está liberada. Mas admitiu que o sistema de bandeiras, definido por condições regionais da pandemia e que deixa agora Porto Alegre fora das zonas liberadas, dificulta o retorno dos jogos. 
"O protocolo permite que haja jogos sem público nas regiões de bandeira amarela, que não proíbe atividades esportivas. Mas o Gauchão é estadual. Então, como fazer um campeonato se em uma região pode ter jogo e na outra não. Isso torna a situação complexa", admitiu Leite.  
O governador afirmou que é "preciso aguardar um pouco mais", indicando ainda que não é apenas o futebol que sofre com as restrições. Ele lembrou que a "economia do entretenimento" tem mais atores, como casas noturnas, museus e outros equipamentos, que estão sofrendo por não poderem operar.
No caso do futebol, Leite aponta que o perfil do jogo, com muito contato, é um primeiro obstáculo. "É um esporte de contato. Não tem como jogar mantendo distanciamento, 'dois metros de distância', pois tem a disputa pela bola. Tem grande possibilidade de contágio e isso tem de ser observado", reforçou o governador, que adota cautela e não quer arriscar perder o controle sobre a pandemia.
Ele também observou que "houve casos de jogadores dos principais times de futebol que tiveram confirmação de Covid-19". Mesmo sem citar nomes, um dos casos é do centroavante Diego Souza, do Tricolor, que teve teste positivo e ficou em isolamento. Diego voltou esta semana a treinar no CT Luiz Carvalho, na Capital.
Os limites para o futebol reforçam ainda o que é mais crucial na política atual de vigilância e distanciamento. O governador ressaltou que "a prioridade é não perder o controle da disseminação do vírus". "Em outros locais no Brasil e no mundo que tiveram sucesso em um primeiro momento e se descuidaram, perderam o controle e aumentaram a incidência de casos", frisa o governador.
Leite também cita que é preciso acompanhar o "desafio do inverno", que eleva a demanda por atendimento com maiores registros de doenças respiratórias, e como está indo o modelo de distanciamento controlado, que está sendo testado e que foi adotado há menos 20 dias, em 11 de maio
"Eu sou Xavante, Brasil de Pelotas, e lá (Pelotas) também está laranja", lembrou o torcedor Leite, mostrando que compreende o sentimento de colorados e gremistas que estão sem poder assistir aos times jogar.
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