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Justiça

Notícia da edição impressa de 28/04/2020. Alterada em 27/04 às 20h41min

Ronaldinho Gaúcho rompe o silêncio após prisão

Longe de casa há quase dois meses, R10 falou da saudade da mãe

Longe de casa há quase dois meses, R10 falou da saudade da mãe


/NORBERTO DUARTE/AFP/JC
Liberado no último dia 7 de abril para prisão domiciliar no Paraguai, Ronaldinho Gaúcho concedeu uma rara entrevista exclusiva, publicada nesta segunda-feira (27) pelo diário paraguaio ABC Color. É a primeira vez que o brasileiro fala sobre sua detenção no país vizinho.
Liberado no último dia 7 de abril para prisão domiciliar no Paraguai, Ronaldinho Gaúcho concedeu uma rara entrevista exclusiva, publicada nesta segunda-feira (27) pelo diário paraguaio ABC Color. É a primeira vez que o brasileiro fala sobre sua detenção no país vizinho.
O ex-jogador e seu irmão, Roberto de Assis Moreira, foram detidos no dia 6 de março acusados de entrarem em território paraguaio com documentos falsos. A dupla ficou presa de maneira preventiva durante 32 dias em uma penitenciária de Assunção.
"Foi duro, nunca imaginei que fosse passar por uma situação assim. Em toda a minha vida, busquei chegar ao mais alto nível profissional e levar alegria para as pessoas com o meu futebol", disse Ronaldinho, em entrevista concedida no saguão do hotel onde cumpre a prisão domiciliar.
Campeão mundial em 2002, R10 foi recebido no Paraguai como ídolo. Sua presença causou alvoroço até mesmo entre agentes penitenciários. No período em que ficou preso no local, gravou vídeos a pedido de outros detentos, jogou futevôlei com eles e participou de um campeonato da prisão. "Não tinha motivos para não fazer isso, ainda mais com pessoas que estavam vivendo um momento difícil como eu", declarou.
Ronaldinho voltou a afirmar sua inocência. Segundo ele, viajou ao país com contratos firmados por seu irmão para a inauguração de um cassino on-line e o lançamento de um livro, "Craque da Vida". O ex-camisa 10 foi a convite de Nelson Belotti, um dos donos do cassino Il Palazzo, e da empresária Dalia López. A empresária é considerada foragida pela Justiça do Paraguai. Além do envolvimento no caso Ronaldinho, ela é investigada também por ligação com o crime organizado.
"Ficamos totalmente surpreendidos ao saber que os documentos não eram legais. Desde que isso aconteceu, nossa intenção foi colaborar com a Justiça para esclarecer os fatos. Até hoje, explicamos e facilitamos tudo o que a Justiça nos solicitou", disse. Muito ligado à família, R10 falou da saudade da mãe. "A primeira coisa que farei é dar um beijo nela. Ela vive dias difíceis desde o início da pandemia em casa. Depois, será absorver o impacto que essa situação gerou e seguir adiante com fé e força", encerrou.
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