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Copa do Brasil

- Publicada em 23h50min, 18/09/2019. Atualizada em 23h50min, 18/09/2019.

Decepção, tristeza e derrota no Beira-Rio

Jogadores do Furacão fizeram a festa em Porto Alegre após vencer o Colorado mais uma vez

Jogadores do Furacão fizeram a festa em Porto Alegre após vencer o Colorado mais uma vez


/Dudu Contursi/Uaifoto/Folhapress/JC
Deivison Ávila
O maior público do remodelado Beira-Rio, 50.355 torcedores, não comemorou um título. Nem mesmo a empolgação das arquibancadas se transformou em bom futebol no Beira-Rio. A luta pelo bicampeonato da Copa do Brasil encerrou de forma melancólica. Pouco mais de dois mil torcedores do Athletico-PR comemoraram a primeira conquista do torneio em Porto Alegre.
O maior público do remodelado Beira-Rio, 50.355 torcedores, não comemorou um título. Nem mesmo a empolgação das arquibancadas se transformou em bom futebol no Beira-Rio. A luta pelo bicampeonato da Copa do Brasil encerrou de forma melancólica. Pouco mais de dois mil torcedores do Athletico-PR comemoraram a primeira conquista do torneio em Porto Alegre.
O Inter começou a partida conforme o torcedor imaginava. Logo no segundo minuto de bola rolando, os donos da casa tiveram a primeira chance de abrir o marcador. Wellington Silva cruzou da esquerda, Guerrero ajeitou de cabeça para o meio da área, onde estava Nico López. O uruguaio finalizou, mas Santos fechou bem o ângulo e salvou o Furacão.
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O tempo estava ao lado dos paranaenses que, a cada contato físico, despencavam no gramado e deixavam o relógio correr. Enquanto isso, o Inter usava a subida de seus laterais para chegar ao ataque. Pela esquerda, Uendel apoiava Wellington; na direita, Bruno tinha a parceira de Nico. Já os visitantes, claramente, aguardavam o momento certo para contra-atacar. E, aos 23, Rony recebeu no meio, se livrou da marcação, avançou e tocou para Marco Ruben. O argentino fez o pivô e deixou a bola para Léo Cittadini dominar e finalizar na saída de Lomba.
Mas os donos da casa foram para cima e chegaram aos empate sete minutos após sofrer o revés. O lance não foi bonito como o do Athletico, mas foi na força. Após bate-rebate, Nico levantou a bola na área, Guerrero desviou de cabeça até Rodrigo Lindoso que, também de cabeça, parou na trave. No rebote, a bola sobrou para Nico mandar para o fundo das redes.
O duelo seguiu na mesma levada. O Colorado buscando o ataque, enquanto que os visitantes mantinham a catimba e esperavam o contragolpe. Aos 43, Nico partiu a dribles, se livrou de três marcadores, mas na hora de bater, chutou fraco para fácil defesa de Santos. Quatro minutos depois, já nos acréscimos, Patrick fez um cruzamento, a bola fez uma curva, mas não foi em direção do gol, para sorte de Santos que estava batido no lance.
No intervalo, Odair sacou Patrick, de baixo rendimento no primeiro tempo, e colocou Rafael Sobis. E, aos dez minutos, Bruno saiu para a entrada de Nonato. Restava ao Inter apenas 35 minutos para marcar ao menos um gol para levar a decisão para os pênaltis. Desencontrado e errando muitos passes, o Colorado não construía chances de ataque.
O tempo foi passando e o Furacão crescendo na partida, mantendo a bola nos pés, fazendo cera e enervando o time gaúcho. A torcida passou a fazer sua parte, gritando e apoiando. O segundo do tempo foi um dos piores da equipe atuando diante do seu torcedor na temporada. Nem mesmo os sete minutos de acréscimo dado pelo árbitro se transformaram em chances de gol. No fim, lágrimas, decepção e muitos rostos tristes no Beira-Rio. De quebra, no apagar das luzes, o torcedor ainda viu o Furacão marcar o gol da vitória, aos 51, após boa jogada de Marcelo Cirino, que acabou com Rony, mandando para o fundo do gol.
Internacional 1 x 2 Athetico Paranaense
Marcelo Lomba; Bruno (Nonato), Rodrigo Moledo, Víctor Cuesta e Uendel; Rodrigo Lindoso, Edenilson, Patrick (Rafael Sobis), Wellington Silva (Guilherme Parede) e Nico López. Paolo Guerrero. Técnico: Odair Hellmann.
Santos; Khelven (Madson); Léo Pereira,Robson Bambu e Márcio Azevedo; Wellington, Léo Cittadini (Lucho González) e Bruno Guimarães; Nikão, Marco Ruben (Marcelo Cirino) e Rony. Técnico: Thiago Nunes.
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (Fifa/GO).

Odair Hellmann e dirigentes reconhecem a superioridade do adversário

O Beira-Rio rugiu, mas ótimas atuações que o Inter vinha tendo diante da sua torcida não se repetiram. O técnico Odair Hellmann mudou a equipe, as alterações não surgiram efeito e o time passou em branco durante todo o segundo tempo. Resta agora juntar os cacos e buscar alguma coisa no Campeonato Brasileiro.

Além do nó tático aplicado pelo técnico Tiago Nunes, do Athletico-PR, o Inter de Odair sentiu muito a falta de D'Alessandro, meia criativo e elo entre as linhas do meio-campo. O semblante do treinador na entrevista pós-jogo colorado retratou o de milhares de torcedores que deixaram o estádio arrasados. Questionado sobre o que faltou para chegar a vitória, Odair, primeiro agradeceu o apoio do torcedor até o último momento. "Tivermos uma intensidade no primeiro tempo, chances criadas, mas sofremos o gol. Estávamos bem organizados e se impondo. Tomamos a pancada, mas tivemos força de buscar o empate. No segundo tempo, abrimos mão do tripé, mudamos, mas não conseguimos traduzir as ações em chances de gol", analisou.

O vice de futebol também era a cara da derrota sofrida pelo time dentro de campo. "O torcedor, assim como nós, está muito chateado. O Athletico foi superior e merecedor da vitória. Nos resta lamber as feridas e entrar de cabeça no Campeonato Brasileiro. Temos um turno inteiro para ir em busca de um título que ainda nos resta a disputar", disse Roberto Melo.

O presidente Marcelo Medeiros foi elegante ao parabenizar os paranaenses pela conquista e pelo crescimento do clube nos últimos anos. "Depois que se perde uma chance de conquista de título dentro de casa, temos que falar para o nosso torcedor. Não gostei do desempenho do time no segundo tempo, o time não encaixou, e a resposta tem que ser dada já no domingo, contra a Chapecoense, pelo Brasileiro", comentou.

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