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Porto Alegre, quinta-feira, 12 de setembro de 2019.

Jornal do Comércio

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Copa do Brasil

11/09/2019 - 23h27min. Alterada em 12/09 às 00h17min

Copa do Brasil: Athletico-PR vence o Inter por 1 a 0 na primeira partida da decisão

Jogo na Arena da Baixada, em Curitiba, foi decidido com gol de Bruno Guimarães

Jogo na Arena da Baixada, em Curitiba, foi decidido com gol de Bruno Guimarães


PHOTOPRESS/FOLHAPRESS/JC
Perder sempre é ruim. Perde em uma decisão, é pior ainda. Assim, a derrota do Inter por 1 a 0 para o Athletico-PR na primeira partida das finais da Copa do Brasil, na noite de ontem, em Curitiba, frustrou a empolgada torcida colorada. No entanto, a desvantagem mínima deixa os gaúchos vivíssimos para o jogo da volta, na próxima quarta-feira, no Beira-Rio. Vitória por um gol de diferença leva a decisão para os pênaltis. Triunfo por dois ou mais gols de vantagem, é festa no Gigante e em metade do Rio Grande do Sul.
Perder sempre é ruim. Perde em uma decisão, é pior ainda. Assim, a derrota do Inter por 1 a 0 para o Athletico-PR na primeira partida das finais da Copa do Brasil, na noite de ontem, em Curitiba, frustrou a empolgada torcida colorada. No entanto, a desvantagem mínima deixa os gaúchos vivíssimos para o jogo da volta, na próxima quarta-feira, no Beira-Rio. Vitória por um gol de diferença leva a decisão para os pênaltis. Triunfo por dois ou mais gols de vantagem, é festa no Gigante e em metade do Rio Grande do Sul.
O Inter do primeiro tempo na Arena da Baixada foi o Inter de toda a temporada sob o comando de Odair Hellmann quando atua fora de casa. Jogando na espera do adversário, o Colorado dispensou a marcação pressão na saída de bola paranaense e optou por jogar recuado, dando o primeiro combate ao avanço dos donos da casa apenas na intermediária defensiva.
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A velha tática do "pega-ratão" - jogar atrás, esperando o adversário e apostando em roubadas de bola para partir no contra-ataque -, no entanto, não funcionou na etapa inicial. Usando a bola longa em demasia, o Inter chegou com algum perigo ao gol do goleiro Santos em apenas duas ocasiões, as duas com Nico López. Aos 12 minutos, D'Alessandro lançou o uruguaio por trás da defesa, mas o atacante chutou para fora. Aos 21, na primeira jogada de triangulação dos gaúchos, desta vez pela direita de ataque, Nico bateu fraco para a defesa do goleiro adversário.
Assim, sem conseguir colocar em ação a estratégia planejada, o Inter sofreu com o volume de jogo do Furacão - 73% da posse de bola nos primeiros 45 minutos. Dominando as ações, o Athletico-PR tentou implementar o futebol visto nas semifinais: pressão na marcação e investidas verticais, em velocidade, principalmente por meio de Rony, que aparecia nos dois lados de campo.
O time de Tiago Nunes, porém, não conseguiu transformar em gols - sequer em oportunidades claras - o controle do jogo. Umas das melhores chances se deu por meio de um chute da entrada da área realizado por Rony aos 13 minutos. A bola foi forte, mas passou por sobre o gol de Marcelo Lomba. Outras tentativas ofensivas, através de cruzamentos rasteiros na área, levaram alguma tensão à torcida colorada, mas não chegaram a representar iminente perigo de gol paranaense.
Com Edenilson, Patrick e, principalmente, Guerrero discretos, o Inter saiu de campo com um placar que lhe apetecia, ainda que não fosse motivo para festejos no vestiário.

Gol cedo do Furacão mudou cenário da etapa final da partida

O Colorado voltou com um posicionamento diferente do vestiário. Jogando com as linhas mais avançadas, os gaúchos tentaram evitar que a ampla posse de bola do Furacão se repetisse na segunda etapa de jogo.
Aos 8 minutos, por pouco o Inter não abriu o placar em contra-ataque puxado por Edenilson. O meio-campista avançou e, ao não ver companheiros dentro da área, finalizou. A bola desviou na defesa e correu para a linha de fundo.
Quatro minutos depois, a mudança de proposta de jogo foi punida. Aos 12 minutos, o Athletico-PR se aproveitou da marcação falha pelo meio, e triangulou para chegar dentro da área dos visitantes. Bruno Guimarães ficou na cara de Marcelo Lomba e mandou para o fundo das redes, abrindo o placar. O lance do gol do Furacão chamou atenção para um detalhe em especial. O time de Odair repetiu um problema visto nos gols do Flamengo pela Libertadores: Moledo saiu para fazer a caça fora da área e abriu espaço atrás. Sozinho, Cuesta não conseguiu fazer a marcação do jogador que infiltrava.
Por muito pouco o rubro-negro de Curitiba não ampliou aos 27. Rony fez grande jogada individual, avançou - mais uma vez pelo meio da defesa gaúcha - e ficou cara a cara com Lomba, que fez grande defesa e evitou o segundo gol.
O Inter buscou mais o ataque após o gol do Furacão. Aos 30 minutos, quase chegou à igualdade após bola levantada na área pela direita e o defensor mandar contra o próprio gol.
Os donos da casa, por sua vez, arrefeceram o ímpeto ofensivo, e tentaram administrar o jogo - postura confirmada pela saída do atacante Rony e a entrada do meio-campista argentino Lucho González.
A derrota coloca o Inter na obrigação de vencer em Porto Alegre na quarta-feira da próxima semana. Ficou tudo em aberto. O Beira-Rio vai rugir e é com a força das arquibancadas que o Colorado conta para reverter a desvantagem e levantar a taça pela segunda vez.
Athetico Paranaense 1 x 0 Internacional
Santos; Khellven, Robson Bambu, Léo Pereira e Márcio Azevedo; Wellington Martins, Bruno Guimarães, Léo Citadini (Thonny Anderson), Nikão e Rony (Lucho González); Marco Rúben (Marcelo Cirino). Técnico: Thiago Nunes.
Marcelo Lomba; Bruno, Rodrigo Moledo, Victor Cuesta e Uendel; Rodrigo Lindoso, Edenílson (Nonato), Patrick, D'Alessandro e Nico López (Wellington Silva); Paolo Guerrero. Técnico: Odair Hellmann.
Árbitro: Raphael Claus (SP).
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