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Copa do Brasil

- Publicada em 03h01min, 05/09/2019. Atualizada em 03h00min, 05/09/2019.

Guerrero brilha e Inter chega à final

Festa nas arquibancadas embalou o time dentro de campo rumo à classificação

Festa nas arquibancadas embalou o time dentro de campo rumo à classificação


RICARDO DUARTE/DIVULGAÇÃO/INTER/JC
Deivison Ávila

O Beira-Rio explodiu em dois momentos na noite de ontem. Na primeira, a torcida vibrou com a eliminação do Grêmio, nos pênaltis, para o Athletico-PR. Na segunda e mais importante, o apito final levou os mais de 45 mil torcedores ao delírio. Eles assistiram à goleada de 3 a 0 sobre o Cruzeiro, no jogo da volta das semifinais da Copa do Brasil. Agora, o torcedor aguarda o sorteio dos mandos de campo, que acontece hoje às 15h, na sede da CBF.

O Beira-Rio explodiu em dois momentos na noite de ontem. Na primeira, a torcida vibrou com a eliminação do Grêmio, nos pênaltis, para o Athletico-PR. Na segunda e mais importante, o apito final levou os mais de 45 mil torcedores ao delírio. Eles assistiram à goleada de 3 a 0 sobre o Cruzeiro, no jogo da volta das semifinais da Copa do Brasil. Agora, o torcedor aguarda o sorteio dos mandos de campo, que acontece hoje às 15h, na sede da CBF.

A chegada na terceira final colorada na história veio dos pés de Paolo Guerrero. O jogador, que preferiu ficar para auxiliar a equipe que lhe abriu as portas em um momento difícil e não servir sua seleção em dois amistosos nos Estados Unidos, marcou duas vezes e tirou qualquer chance da Raposa reverter a derrota de 1 a 0 sofrida em Minas Gerais.

O jogo começou eletrizante. Logo no primeiro minuto, Nico López roubou a bola na frente da área mineira e rolou para Guerrero, que acabou travado. No rebote, Edenilson chutou e a bola desviou mais uma vez na defesa cruzeirense. A resposta dos visitantes foi imediata. Pedro Rocha invadiu a área e Lomba salvou o Inter.

Aos cinco minutos, o atacante uruguaio aproveitou passe curto de Jadson e disparou uma bomba de esquerda, a bola subiu assustando Fábio. O Inter seguiu dando espaço para o lado esquerdo ofensivo do Cruzeiro, mas aproveitava alguns contra-ataques. Em um desses, Guerrero buscou o jogo no meio-campo, avançou e cruzou para Nico, mais uma vez, chutar. A bola saiu à direita.

Aos 15, a bola sobrou no meio-campo, Cuesta se antecipou à marcação, conduziu, e chutou colocado, tirando tinta da trave esquerda. Os donos da casa seguiram criando. Após o terceiro escanteio seguido, D'Ale cobrou na cabeça de Guerrero. O peruano ajeitou para Lindoso, também de cabeça, parar nas mãos de Fábio.

Os minutos seguintes foram de alternância na posse de bola e troca de subidas ao ataque com muita cautela e estudo do adversário. Praticamente, um jogo de xadrez. Aos 33, após dividida entre Cuesta e Marquinhos Gabriel, a bola sobrou para Thiago Neves. De chapa, o camisa 10 bateu colocado, levando um enorme perigo ao gol de Lomba, que já estava batido no lance.

E, quando os mineiros pareciam à vontade na partida, aos 39, Nico tocou para D'Ale, o camisa 10 dominou com defeito, corrigiu e fez um cruzamento milimétrico para Guerrero, de cabeça, abrir o placar e explodir o Beira-Rio.

O Inter voltou dono das ações para os 45 minutos finais. O Cruzeiro, por sua vez, sentiu o gol sofrido na parte final do primeiro tempo e não apresentou nenhum poder de reação.

Reabilitado após um grande jejum sem marcar, Nico seguiu em busca do gol. Aos nove minutos, a Raposa errou na saída de bola, Guerrero acionou o uruguaio que limpou para a esquerda e obrigou Fábio a espalmar.

Os minutos iam passando lentamente para os colorados, enquanto que os cruzeirenses corriam atrás do marcador e contra o relógio. Os comandados de Odair mantinham a bola no ataque e esperavam o apito final.

Aos 24, o peruano que disse sim ao Inter, marcou um golaço. Nico recebeu no bico da área e tocou por elevação para o camisa 9 matar no peito e disparar uma bomba, sem chances para Fábio.

O gol acabou com qualquer resquício de força dos mineiros que já pareciam entregues no jogo antes mesmo do segundo gol colorado. Ainda mais soberano e dono das ações, os donos da casa quase ampliaram aos 33, quando Patrick recebeu com liberdade e arriscou um chute rasteiro de fora da área, mas a bola saiu à direita.

E, quando o placar parecia definido e os 45,7 mil torcedores que foram ao estádio já celebravam a classificação para a final, a vitória virou goleada. Aos 44, Edenilson foi lançado nas costas da defesa mineira. O meia avançou sozinho e deu um leve toque, encobrindo Fábio. A bola morreu sorrateiramente no fundo das redes, determinando o placar da noite de festa colorada.

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