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Porto Alegre, quarta-feira, 05 de dezembro de 2018.
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Jornal do Comércio

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Finanças

Edição impressa de 05/12/2018. Alterada em 05/12 às 01h00min

Times do Brasil ficaram com 1% da receita dada pela Fifa após a Copa

Por ceder Pedro Geromel, Grêmio recebeu US$ 237 mil (R$ 911 mil)

Por ceder Pedro Geromel, Grêmio recebeu US$ 237 mil (R$ 911 mil)


LUCAS FIGUEIREDO/CBF/DIVULGAÇÃO/JC
Os clubes brasileiros ficaram com pouco mais de 1% do dinheiro distribuído pela Fifa por conta do "empréstimo" que os times fizeram de seus jogadores para seleções que disputaram a Copa do Mundo da Rússia. No total, a entidade usou US$ 209 milhões (R$ 804 milhões) de uma receita de US$ 5 bilhões (R$ 19 bilhões) para distribuir parte dos lucros para 416 clubes de 63 países.
O aumento do valor dado aos times foi de 200% em comparação ao Mundial de 2014, no Brasil. Trata-se de uma espécie de compensação por parte da entidade, depois que clubes passaram a se queixar de que são eles quem pagam pelos jogadores e, eventualmente, os recebem depois de um Mundial em uma situação física prejudicada.
Pelas regras da Fifa, quanto maior o número de jogadores fornecidos por um clube ao Mundial e quanto mais tempo ele tenha passado na Rússia por conta do torneio, maior seria o pagamento. Sem surpresas, os 10 clubes que mais receberam dinheiro foram justamente os 10 mais ricos do mundo e todos eles da Europa, detentores dos direitos dos principais craques da Copa. A lista é liderada pelo Manchester City, com US$ 5 milhões (R$ 19 milhões), e Real Madrid, com US$ 4,8 milhões (R$ 18,4 milhões), além de Tottenham, Barcelona, PSG, Chelsea, Manchester United, Atlético de Madrid, Juventus e Monaco.
Durante o Mundial, 77% dos jogadores que foram à Rússia atuavam por clubes europeus. Mas, em seleções que dependiam essencialmente de seus atletas que ainda atuam em seus campeonatos nacionais, o volume de dinheiro também foi importante. Mais de US$ 1 milhão foi dado ao Al Ahly (Egito) e aos sauditas Al-Hilal e Al-Ahli e o Pachuca, do México. Na Argentina, o Boca Juniors também foi beneficiado.
No Brasil, o clube que mais ganhou foi o Corinthians, com US$ 645 mil (R$ 2,4 milhões), contra US$ 435 mil (R$ 1,6 milhão) para o Flamengo e US$ 425 mil (R$ 1,63 milhão) para o Palmeiras. Por ceder jogadores para diferentes seleções, Vasco, Cruzeiro, Grêmio e São Paulo receberam entre US$ 237 mil (R$ 911 mil) e US$ 322 mil (R$ 1,2 milhão). O Sport levou US$ 41 mil (R$ 157 mil).
No total, os clubes brasileiros somaram US$ 2,7 milhões (R$ 10,3 milhões), contra US$ 11 milhões (R$ 42 milhões) para o total dos times sul-americanos. Já os clubes europeus receberam US$ 157 milhões (R$ 604 milhões). Só o Chelsea ou o Manchester United levaram mais que todos os brasileiros juntos.
"É responsabilidade da Fifa redistribuir a receita dessa competição entre toda a comunidade e os clubes merecem também pela contribuição que fazem ao sucesso", indicou o suíço Gianni Infantino, presidente da Fifa.
 
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