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Porto Alegre, quarta-feira, 01 de agosto de 2018.

Jornal do Comércio

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Automobilismo

Edição impressa de 01/08/2018. Alterada em 01/08 às 01h00min

Brasileiros negociam testes para tentar chegar à Fórmula 1 em 2019

Sette Camara precisa melhorar desempenho na F-2 para ter mais chances

Sette Camara precisa melhorar desempenho na F-2 para ter mais chances


QUICK COMUNICAÇÃO/DIVULGAÇÃO/JC
Depois que Pietro Fittipaldi confirmou que tem tudo para fazer testes pela Fórmula 1 com a Haas ainda neste ano - informação confirmada pela escuderia, que ocupa o quinto lugar no Mundial de Construtores do atual campeonato -, outro piloto brasileiro também negocia com pelo menos duas equipes na categoria. É Sergio Sette Camara, único representante do País na categoria logo abaixo da F-1, a Fórmula 2.
Em seu segundo ano na F-2, o piloto já desperta o interesse de equipes como a própria Haas e a McLaren. No caso do time inglês, dois fatores o aproximam: o fato do empresário de Fernando Alonso, Luis Garcia Abad, estar ajudando na condução de seu futuro profissional e a parceria do time com a Petrobras. Neste ano, a empresa brasileira é patrocinadora da equipe e, ano que vem, começará a fornecer combustível e lubrificantes à McLaren.
As conversas seriam tanto para o papel de piloto de testes quanto o de titular. Porém, para isso, é importante para Sette Camara chegar entre os três primeiros na Fórmula 2 e obter a superlicença, uma espécie de carteira de habilitação que o habilita a correr na categoria principal. Com quatro rodadas duplas até o final da temporada, ele é o sétimo no campeonato, com 106 pontos - o terceiro, o finlandês Alexander Albon, tem 141. Pelo sistema de pontuação da F-2, cada piloto pode marcar até 48 pontos durante um fim de semana.
Na última rodada dupla, disputada na Hungria, Sette Camara marcou sua primeira pole na categoria e foi ao pódio em uma das provas, somando 20 pontos. Depois de ter perdido a rodada dupla de Mônaco por uma lesão na mão, e de ter tido um fim de semana muito ruim na Inglaterra, quando teve uma quebra de motor e também zerou, o piloto agora tenta recuperar o tempo perdido. "Quebrei várias vezes e caí na tabela de pontos, então tenho que ter uma estratégia mais agressiva", afirma.
Na parte financeira, Sette Camara teve um aumento de investimento neste ano, o primeiro em que o Brasil não conta com representantes na F-1 desde 1969. E a expectativa é de que esse aporte aumente ainda mais em 2019. Embora seu foco seja estar na categoria, Sette Camara não tem pressa e poderia focar em um papel como piloto de testes na próxima temporada, na tentativa de ser titular em 2020.
O mercado de pilotos da F-1 para 2019 é um dos mais complexos dos últimos anos, com muitos movimentos acontecendo do meio para o fim do pelotão, em times como Renault, Force India, McLaren e Haas. Nesse cenário, os brasileiros não aparecem como favoritos, mas com possibilidades reais de estarem pelo menos em testes coletivos e privados.
No caso de Pietro Fittipaldi, a Haas vai esperar ele demonstrar que está totalmente recuperado de grave acidente nas Seis Horas de Spa-Francorchamps, quando quebrou as duas pernas.
 
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