Porto Alegre, quarta-feira, 22 de janeiro de 2020.

Jornal do Comércio

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Vinhos e Espumantes 2019

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MERCADO

Notícia da edição impressa de 17/05/2019. Alterada em 17/05 às 09h07min

Panorama do vinho no Brasil

Tudo indica que o hábito de beber vinhos trilha um caminho de crescimento

Tudo indica que o hábito de beber vinhos trilha um caminho de crescimento


AUGUSTO TOMASI/DIVULGAÇÃO/JC
Flavia Mu
O vinho ainda não é cultura no Brasil. Mas tudo indica que o hábito de beber vinhos trilha um caminho de crescimento. Dados do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) mostram que menos de 30 milhões de brasileiros, considerando um universo de 180 milhões de pessoas com mais de 18 anos que podem beber, consomem vinho ao menos uma vez por mês. De acordo com estudos encomendados pela instituição, dos mais de 207 milhões de habitantes do Brasil, 66 milhões beberam vinhos nos últimos seis meses e 32 milhões de pessoas nos últimos 30 dias.
O vinho ainda não é cultura no Brasil. Mas tudo indica que o hábito de beber vinhos trilha um caminho de crescimento. Dados do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) mostram que menos de 30 milhões de brasileiros, considerando um universo de 180 milhões de pessoas com mais de 18 anos que podem beber, consomem vinho ao menos uma vez por mês. De acordo com estudos encomendados pela instituição, dos mais de 207 milhões de habitantes do Brasil, 66 milhões beberam vinhos nos últimos seis meses e 32 milhões de pessoas nos últimos 30 dias.
No ranking da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), o Brasil ocupa o 17º lugar na lista dos países consumidores no mundo, com 3,3 milhões de hectolitros por ano. Cada hectolitro equivale a 100 litros. Nas primeiras colocações estão Estados Unidos (32,6 milhões de hectolitros), França (27,0 milhões de hectolitros), Itália (22,6 milhões de hectolitros), Alemanha (20,1 milhões de hectolitros) e China (17,9 milhões de hectolitros). Na relação do consumo per capita, isto é, quanto cada pessoa da população brasileira consome por ano, o Brasil fica em 23º lugar. São apenas dois litros per capita ao ano, número que se mantém estável na última década mesmo com o aumento da produção. Os cinco primeiros países que lideram o consumo per capita são Portugal (58,8 litros), França (50,7 litros), Itália (44 litros), Suíça (37 litros) e Áustria (32,2 litros).
O Brasil é o 13º maior produtor de vinhos do mundo e o 5º maior produtor de vinhos do Hemisfério Sul. Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Região do Vale do São Francisco (entre Bahia e Pernambuco) e também Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso fazem parte do mapa vitivinícola do Brasil. O Ibravin aponta que há mais de 680 vinícolas ativas no Rio Grande do Sul, o que envolve em torno de 15 mil famílias, e algo próximo de mil empreendimentos do setor no resto do País. Cerca de 90% deles são micro e pequenas empresas.
A boa nova é que pesquisas recentes encomendadas pelo instituto mostram que, nos últimos seis meses, cerca de 70% dos brasileiros compraram vinho nacional e aproximadamente 80% da população tem familiaridade com a marca setorial. Em uma amostra de 100 pessoas, 7% dos brasileiros disseram consumir vinho praticamente todos os dias e, de modo geral, como sugere o estudo, os consumidores estão em busca de produtos menos óbvios. No Brasil, o perfil do consumidor mostra-se mais aventureiro, que gosta de experimentar coisas novas.
A cadeia produtiva e de comercialização do vinho tem feito esforços coletivos para incentivar o consumo e a cultura do vinho no Brasil. Umas das mais recentes é a Pró-Vinho, plataforma encabeçada pelo consultor Márcio Marson que tem, entre os seus diferenciais, a função de reunir pessoas e associações de diferentes setores do mundo do vinho, desde a produção até o seu consumo e divulgação, promovendo aumentar o consumo desta bebida. Associações como a Abras (Associação Brasileira de Supermercados), a ABBA (Associação Brasileira dos Exportadores e Importadores de Bebidas), o Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho) e a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) participam desde o início desta iniciativa. Jornalistas, das principais publicações do Brasil, e comunicadores, que atuam neste setor também. Com reuniões mensais, o grupo se encontra para criar, sugerir e formatar ações que impactem, positivamente, no aumento de consumo do vinho, acreditando que o caminho para isso passa por aproximar as pessoas do vinho.
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