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Previdência

- Publicada em 31 de Outubro de 2019 às 03:00

Sistema de previdência privada administra R$ 960 bilhões

Martins reforça que, apesar da solidez, mercado também teve de se reinventar

Martins reforça que, apesar da solidez, mercado também teve de se reinventar


/ABRAPP/DIVULGAÇÃO/JC
Dados recentes divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram uma nova realidade no perfil da população brasileira. De um lado, a expectativa de vida vem crescendo a cada senso realizado, e isso significa que as pessoas vão viver mais e estender o período de recebimento dos benefícios concedidos pelo regime aberto de previdência. De outro, o índice de natalidade vem diminuindo nos últimos anos, confirmando que, em pouco tempo, o Brasil terá um contingente maior de idosos recebendo benefício e menos jovens entrando no mercado de trabalho e contribuindo para a Previdência Social.
Dados recentes divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram uma nova realidade no perfil da população brasileira. De um lado, a expectativa de vida vem crescendo a cada senso realizado, e isso significa que as pessoas vão viver mais e estender o período de recebimento dos benefícios concedidos pelo regime aberto de previdência. De outro, o índice de natalidade vem diminuindo nos últimos anos, confirmando que, em pouco tempo, o Brasil terá um contingente maior de idosos recebendo benefício e menos jovens entrando no mercado de trabalho e contribuindo para a Previdência Social.
Diante dessa nova realidade, dois pontos ficam evidentes: primeiro, a necessidade de redução do valor do benefício pago pelo INSS e, segundo, que as pessoas terão que retardar sua entrada no processo de aposentadoria, ficando mais tempo no mercado de trabalho, teorias já confirmadas pelo texto da reforma da Previdência recém-aprovada no Congresso. "É preciso revisitar o sistema aberto, pois, como vemos, no Brasil, hoje, se gasta muito com Previdência, e esse pacto de gerações não se sustenta mais", destaca o diretor-presidente da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), Luís Ricardo Martins.
Nesse contexto, segundo ele, a previdência complementar ganha força, podendo ser definida como um sistema que acumula recursos para garantir uma renda adicional no futuro. Por meio desses planos, em média, o trabalhador consegue manter cerca de 60% do nível de renda que possuía até o momento da aposentadoria.
Os fundos de previdência complementar fechados, também conhecidos como fundos de pensão, são administrados por instituições sem fins lucrativos que mantêm planos de previdência coletivos e são acessíveis somente para grupos de trabalhadores de determinadas empresas ou entidades de classe que fazem a gestão do próprio fundo. Conforme Martins, atualmente, o sistema administra R$ 960 bilhões. São 290 fundos de pensão e 850 mil aposentados recebendo, aproximadamente, R$ 60 bilhões em benefícios, uma média de
R$ 6 mil por mês. "Esses números ganham relevância, sobretudo, se considerarmos que todo o sistema de fundos de pensão fechados conta com 2,8 milhões de trabalhadores, mais 3 milhões de dependentes, poderíamos dizer que temos, aproximadamente, 7 milhões de trabalhadores dos 3% da população economicamente ativa", destaca.
O dirigente explica, ainda, que há a necessidade de adoção de políticas de incentivo ao incremento da poupança a longo prazo, uma vez que os fundos de pensão são grandes fomentadores de proteção social e financiadores da macroeconomia. De acordo com o presidente, as projeções são boas para a entidade, que tem como meta fechar o ano com 50 planos família. Em outubro, já eram 40 planos concluídos. "Precisamos investir em inovação, pois, ao longo desses 42 anos, desde o surgimento dos fundos de pensão, o público mudou. Mesmo com a solidez do setor, também tivemos que nos reinventar e enxergar esse mercado digital. Nesse sentido, a Abrapp oferece aos seus associados esse plano para os familiares, mais moderno, um plano setorial para atrair o público jovem", garante.

Democratização do acesso aos planos complementares

Com o aumento de expectativa de vida, Pereira considera o mercado bastante promissor

Com o aumento de expectativa de vida, Pereira considera o mercado bastante promissor


LUIZA PRADO/JC
Prestes a completar 40 anos de atuação no mercado e com um patrimônio superior a R$ 7,1 bilhões, a Fundação Família Previdência, antiga Fundação CEEE, se consolida como o maior fundo de pensão do Rio Grande do Sul e um dos maiores do Brasil, ocupando o 23º lugar no ranking nacional da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), que abrange cerca de 300 entidades fechadas de previdência complementar.
Hoje, a Fundação Família Previdência conta com 17.584 participantes, atingindo um universo de, aproximadamente, 30 mil pessoas: são 8.338 profissionais que atuam nas empresas patrocinadoras, associados dos sindicatos instituidores de planos previdenciários, 6.222 aposentados, 3.024 pensionistas e dependentes. "Vale destacar que este é um produto oferecido por instituições sem fins lucrativos, ou seja, toda rentabilidade que se busca no mercado é cotizada para quem participa do plano. Se fizermos uma análise do mercado, veremos que não tem nada parecido com relação à entrega do produto", afirma o diretor-presidente Rodrigo Sisnandes Pereira.
Com o aumento de expectativa de vida dos brasileiros, o presidente considera o mercado da previdência privada bastante promissor; no entanto, avalia que ainda precisa ser mais conhecido, pois as pessoas têm dificuldade em saber como funciona e como fazer a melhor escolha, devido ao produto ser de longo prazo. "Estamos democratizando a previdência sem fins lucrativos. Nosso principal objetivo é que o maior número de pessoas tenham acesso e possam usufruir de uma rentabilidade que não tem comparação no mercado. Nosso acumulado dos últimos 15 anos é de 536%. Neste ano, atingimos o acumulado de 15.9%, logo, se comparado com outros indicadores, faz muita diferença", destaca.
Neste ano, também, a entidade inaugura uma nova fase, que começou com a mudança de nome para Fundação Família Previdência, mantendo o foco no planejamento financeiro de longo prazo, mas com um reposicionamento da entidade para mercado. "O País vai adotar um novo modelo previdenciário, no qual o sistema de capitalização de longo prazo sem fins lucrativos terá um importante papel na formação da poupança previdenciária dos trabalhadores", avalia Pereira.
Ele explica que, atualmente, basta um simples convênio de adesão com qualquer empresa ou entidade associativa para que possam disponibilizar o plano a seus funcionários e associados, com possibilidade, inclusive, de estendê-lo para todos os familiares. Também ressalta que há uma flexibilização nos planos, com investimento a partir de R$ 50,00 e três anos de carência. "O maior orgulho da nossa entidade é fazer essa entrega, com benefício médio de R$ 5,5 mil por mês para os mais de 9 mil aposentados. Anualmente, a entidade paga em torno de R$ 650 milhões em benefícios", frisa.
Pereira defende, ainda, a inclusão da educação financeira na cultura dos brasileiros. "Hoje, somos modelo no segmento de plano familiar. Quanto antes o planejamento iniciar, melhor. Não dá para criar a ilusão que a previdência pública vai garantir uma qualidade de vida depois. Estamos vivendo mais, mas isso custa caro e têm reflexos sociais. A previdência privada é um produto com alto valor social agregado", completa.