Porto Alegre, sexta-feira, 30 de novembro de 2018.
Dia da Reforma Agrária.

Jornal do Comércio

COMENTAR | CORRIGIR

EDUCAÇÃO FINANCEIRA

Notícia da edição impressa de 31/10/2018. Alterada em 30/11 às 10h29min

Controle do dinheiro permite realizar sonhos futuros

Goelzer aderiu a um plano privado de aposentadoria antes dos 30 anos

Goelzer aderiu a um plano privado de aposentadoria antes dos 30 anos


LUIZA PRADO/JC
João Dienstmann
Todos nós já cometemos - e ainda iremos cometer - deslizes com o nosso dinheiro. Uma compra desnecessária, um investimento mal feito, uma aposta que não deu certo. E se pudéssemos reaver toda a quantia despendida em coisas que não nos trouxeram benefícios? É para isso que o controle financeiro é fundamental para darmos luz até mesmo aos centavos desperdiçados. Por isso, o Seguros e Previdência ouviu pessoas que se organizaram e investiram seu dinheiro para render frutos e possibilitar a realização de sonhos, agora e no futuro.

Reforma foi incentivo para começar plano complementar

A preocupação com o futuro da Previdência Social, assim como a conscientização desde cedo com o investimento em previdência complementar permearam a escolha do funcionário público Lucas Goelzer em aderir a um plano privado de aposentadoria antes dos 30 anos. Formado em administração de empresas, ele adquiriu experiência ao trabalhar no setor privado na área voltada à economia antes de ingressar no serviço público, o que ajudou a criar um discernimento sobre planos futuros.
Ele explica que as discussões no Congresso em torno de regras mais rígidas, tanto para idade quanto para tempo de contribuição, foram fundamentais para a tomada de decisão. "A Previdência oficial, em geral, é limitada. Alguns itens como estabelecimento de tetos e idades mínimas de aposentadoria estão em estudo na reforma. Assim, é conveniente a adoção de previdência privada, em complemento à oficial", afirma.
A escolha foi pela contratação de um plano via instituição bancária, atrelado aos títulos públicos federais, com rendimento maior e segurança aos beneficiários. A solidez do produto e a confiabilidade tanto no que fora contratado quanto no banco escolhido ajudaram a tomar a decisão. O funcionário público se considera uma pessoa conservadora nos seus investimentos. "Não gosto de assumir grandes riscos financeiros, sendo esse o motivo por optar por aplicações em poupança e planos de previdência privada. Outro motivo é a alta liquidez do primeiro, sendo possível resgatar rapidamente o valor investido, caso necessário", completa Goelzer.

Registro em planilha ajudou a reduzir gastos bobos

Piva usa as economias 
para viagens e compras
Piva usa as economias para viagens e compras
ARQUIVO PESSOAL/JC
Entender como os mínimos gastos do cotidiano influenciavam no orçamento mensal foi uma das motivações para o advogado Estevan Piva começar o hábito de controlar cada centavo despendido. Há mais de quatro anos, ele criou uma planilha básica para anotar diariamente tudo que gastava e percebeu como o somatório de alguns "gastos bobos" pesavam a cada mês. O resultado, segundo ele, foi criar um policiamento maior e uma espécie de desafio: reduzir mensalmente o desperdício de dinheiro e focar em objetivos maiores.
Em 2014, ele decidiu fazer um intercâmbio e, para isso, precisou do auxílio dos pais para complementar o investimento. Assim, intensificou os registros e tratou também de promover a conversão dos valores - de real para euro - a fim de se manter dentro dos parâmetros de câmbio e ter uma real noção da situação a qual viveria. "Nunca fui uma pessoa de gastos exorbitantes. Pelo contrário, sempre fui bastante contido e me interessei por guardar mais do que gastar, embora não tivesse um controle preciso sobre isso", explica. Tal rigidez no controle também se deu para que ele mostrasse aos pais que não estava na Europa para "esbanjar" ou gastar o dinheiro que fora cedido.
Piva conta que, no primeiro mês, as anotações pareceram sem muito sentido, em virtude de não haver um parâmetro de comparação para saber se o gasto está maior ou menor, mas do segundo mês em diante, o comparativo ficou mais claro e foi possível identificar os desvios. Atualmente, o dinheiro que sobra ele procura investir em viagens e compras, mas também dedica parte aos fundos com bons rendimentos. "Ainda quero aprimorar meus métodos para fazer investimentos em renda fixa e também variável e ver o dinheiro trabalhar para mim", afirma.

Seguros geram garantia diante de imprevistos

Polyana entendeu importância de assegurar o patrimônio
Polyana entendeu importância de assegurar o patrimônio
MARCO QUINTANA/JC
A bióloga Polyana Maier tem, desde os 18 anos, o hábito de controlar suas finanças. Incentivada pela mãe a partir do seu primeiro estágio remunerado, conseguiu juntar dinheiro suficiente para comprar um celular, artigo de luxo à época. Hoje, com 34 anos, ela mantém a agenda como sua fiel escudeira no planejamento financeiro, além de usar a tecnologia dos aplicativos para ter um maior dinamismo.
Os valores que são economizados mensalmente ela aplica em um fundo "para uma grande compra ou imprevistos", conforme explica. Além disso, percebeu que a união desses dois modelos - manual e tecnológico - trouxe resultados positivos, pois, segundo a bióloga, conseguiu prever a quantia de dinheiro que poderia contar todos os meses para um investimento próprio ou simplesmente para guardar para o futuro.
Com a maturidade, veio também a percepção da importância em contratar alguns seguros para proteger o patrimônio conquistado. Polyana conta que possui seguro residencial, automotivo e também contrata seguro viagem, quando necessário. "Ter um seguro é ter uma garantia de que se algo der errado, se acontecer algum imprevisto, não vou precisar me endividar para consertar algo, ou perder em definitivo alguma coisa", afirma.
Ela relata que precisou usar diversas vezes a proteção ao seu veículo, inclusive por roubo. Quanto às viagens e ao seguro da residência, não precisou usufruir dos benefícios, mas percebe a importância de ambos. "Fiz um seguro para a minha casa pensando na possibilidade de danos que podem ocorrer. E em muitos lugares fora do Brasil, se ocorre alguma situação em que se precisa de atendimento médico-hospitalar, estrangeiros gastam uma nota preta em atendimento. Já pensou torcer o pé fora do País e gastar todas as economias na conta do hospital?", indaga.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia