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- Publicada em 03h00min, 09/11/2020.

Brasil tem alta nas apólices residenciais apenas neste ano

Preço acessível da modalidade conquista consumidores

Preço acessível da modalidade conquista consumidores


FREDY VIEIRA/JC
A contratação de seguro residencial aumentou em 7,6% no ano, até setembro, com alta de 4,4% no acumulado até julho e de 5,8% até agosto. Entre os principais motivos, especialistas da área acreditam que esta carteira tem como pontos motivadores os serviços adicionais que oferece, o preço "acessível" e, neste momento, a necessidade de proteção das pessoas, devido ao maior tempo dentro de casa.
A contratação de seguro residencial aumentou em 7,6% no ano, até setembro, com alta de 4,4% no acumulado até julho e de 5,8% até agosto. Entre os principais motivos, especialistas da área acreditam que esta carteira tem como pontos motivadores os serviços adicionais que oferece, o preço "acessível" e, neste momento, a necessidade de proteção das pessoas, devido ao maior tempo dentro de casa.
Por outro lado, a carteira de automóveis, que representa 13,2% do mercado gaúcho e 7,4% do nacional, sofreu queda na demanda de agosto (-8,9%) e setembro (-4,1%). O decréscimo na arrecadação está relacionado à baixa dos preços do seguro e à falta de veículos novos sendo comercializados, avalia o superintendente Administrativo do Sindicato das Seguradoras do Rio Grande do Sul (Sindsegrs), Rubaiarte Amaro. "Também são exceções os segmentos de transporte (-7,4%) e garantia estendida (-15,5%), com queda no desempenho em setembro.
"Temos boas perspectivas para o seguro de automóveis nos dois últimos meses de 2020, com a retomada da venda de veículos zero, e da entrega de máquinas e equipamentos para a próxima safra colheita", projeta Amaro. Ele afirma que a estimativa é fechar o ano próximo com crescimento próximo de 5%. "Também apostamos que este mercado siga aquecendo em 2021."
Além do seguro residencial, outros produtos tiveram demanda ampliada por conta da pandemia, a exemplo do seguro de vida, seguro educacional, seguro de doenças graves e seguro fiança locatícia. "Isso pode ser explicado pelo aumento na percepção da necessidade da proteção securitária", avalia o chefe da Assessoria de Estudos e Relações Institucionais da Susep, Paulo Miller.
"Importante também ressaltar os resgates de VGBL que funcionaram como um reforço de liquidez no momento de maior estresse, dando maior tranquilidade às famílias, que puderam recorrer a esse colchão." O especialista detalha que após o período de "incerteza inicial", os aportes voltaram a mesmos patamares pré-crise.
 

Seguros de pessoas somam R$ 114 bi no ano

Nos seguros de pessoas e de danos, os prêmios totalizaram R$ 21,05 bilhões em setembro de 2020. No acumulado do ano são R$ 171,71 bilhões. Somente o segmento de seguros de pessoas apresentou um total de prêmios acumulados de R$ 114,07 bilhões até setembro, redução de 0,6% em relação ao mesmo período de 2019. O chefe da Assessoria de Estudos e Relações Institucionais da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Paulo Miller, destaca os seguros de vida, que no acumulado até setembro cresceram 11,7% em relação ao mesmo período de 2019. "Nos seguros de danos o acumulado até setembro 2020 apresenta alta de 1,3% em comparação com 2019", diz.

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