Porto Alegre, quarta-feira, 22 de janeiro de 2020.

Jornal do Comércio

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CENÁRIO

Notícia da edição impressa de 18/06/2019. Alterada em 18/06 às 11h15min

Empresários vivem momento de superação e conquistas

Barreiras internacionais, protecionismo, burocracia e volatilidade de preços e do dólar têm sido algumas das pedras no caminho

Barreiras internacionais, protecionismo, burocracia e volatilidade de preços e do dólar têm sido algumas das pedras no caminho


TECON /DIVULGAÇÃO/JC
Caren Mello
A superação da indústria gaúcha nos últimos anos, durante período de maior turbulência na economia, é opinião uníssona nos diversos setores empresariais. Barreiras internacionais, protecionismo, burocracia e volatilidade de preços e do dólar têm sido algumas das pedras no caminho de gaúchos e brasileiros, que vêm tentando equilibrar produção e venda nos mercados interno e externo.
A superação da indústria gaúcha nos últimos anos, durante período de maior turbulência na economia, é opinião uníssona nos diversos setores empresariais. Barreiras internacionais, protecionismo, burocracia e volatilidade de preços e do dólar têm sido algumas das pedras no caminho de gaúchos e brasileiros, que vêm tentando equilibrar produção e venda nos mercados interno e externo.
A presença das empresas gaúchas no exterior ainda permanece um grande desafio, sobretudo para produtos com bem de capital. Paciência, persistência e ajustes em diversas áreas da cadeia foram palavras-chave para ultrapassar a tormenta dos últimos meses. Alguns dados surgem como uma luz no final do túnel para nossos empresários regionais.
Considerando apenas os números de 2019, após uma queda da atividade industrial gaúcha de 3,1% em março, parte foi recuperada em abril. O Índice de Desempenho Industrial (IDI-RS) divulgado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), no início do mês de junho, indicou uma expansão de 2,2%, e as horas trabalhadas na produção e a utilização da capacidade instalada (UCI) cresceram 0,2% e 0,6 ponto percentual (para 81,8%), em comparação com o mês de março. Por outro lado, o emprego e a massa salarial real caíram 0,2% no mês.
De acordo com a Fiergs, os Indicadores Industriais de abril mostraram que a atividade do setor continua instável. Os entraves ainda são a fragilidade do mercado de trabalho, a política fiscal restritiva e as incertezas no cenário político. Somado a isso, empresários lidaram com a desaceleração global, e, mais particularmente para os brasileiros, a crise da Argentina.
De acordo com o balanço da Fiergs sobre os quatro primeiros meses deste ano, houve aumento no acumulado na comparação com o mesmo período do ano passado. Cresceram os índices de faturamento real (6,2%), compras industriais (1,9%), UCI (1,4%), horas trabalhadas na produção (0,9%) e emprego (0,5%).
Caso a análise seja feita por setor, verifica-se uma importante desigualdade. Dos 17 setores analisados, oito tiveram crescimento, entre eles Veículos automotores (16,3%) e Tabaco (18,6%). As quedas ficaram no setor de Alimentos (-2%), Químicos e derivados de petróleo (-1,3%) e Produtos de metal (-2%).
A expectativa é de que dois fatores distintos ocorram em breve para que o cenário econômico, finalmente, entre em uma linha ascendente. As boas notícias no setor doméstico seriam a aprovação das reformas estruturantes e retomadas da demanda interna, justificando boas expectativas para este ano. Estimativas positivas dão conta que, uma vez aprovada a reforma da Previdência, a economia brasileira deve apresentar um crescimento de 2,7% em 2019, impulsionada pela expansão de 3% da indústria e de 6,5% do investimento.

Crescimento ainda depende de avanços na agenda econômica nacional

A aposta também se dá no consumo das famílias, que pode ter um incremento de 2,9% este ano, como apontado pelo Informe Conjuntural - Economia Brasileira, divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em dezembro. Ainda é difícil determinar quando acontecerá. Mas, se, por um lado, no início do ano não havia clareza sobre a análise da proposta encaminhada por Michel Temer, logo em seguida foi apresentada uma nova, mais consistente e com resultado financeiro maior, dando maior otimismo a todos.
Na avaliação da CNI, na medida em que os avanços na agenda acontecerem, virá a resposta dos agentes econômicos, potencializando o crescimento. Os brasileiros teriam mais confiança para o consumo e os empresários maior disposição para investir e contratar. Neste caso, o Produto Interno Bruto (PIB) poderia alcançar 3% ou mais já no segundo semestre do ano. Reduzindo incertezas, abre-se espaço também para queda do desemprego no ano que vem, favorecendo uma dinâmica mais positiva do consumo. O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) interfere diretamente em alguns setores, com agrícola, de cargas industrializadas, de transporte de líquidos e combustíveis, por exemplo, e, como reflexo, aumento de mercado.
Junto com as reformas, o setor empresarial também aposta em medidas de caráter microeconômico, como as Parcerias Público-Privadas (PPPs), melhoria nos marcos regulatórios e racionalização no mercado de crédito. Já no mercado global, existem alguns bons indicativos. Um deles diz respeito à África, um dos continentes que mais sofreu de 2015 para cá queda do preço no barril de petróleo, chegando a US$ 30. Agora com a estabilização entre US$ 60 e US$ 80, já é possível antever uma reação positiva daquele mercado, grande comprador do Brasil.
Também há um compasso de espera em relação à China e Estado Unidos, cuja polarização pode ou não favorecer o mercado internacional. No momento em que as disputas diminuírem, o câmbio voltará a se acomodar, gerando mais competitividade em todos os continentes. Nesse contexto, enquanto não há uma definição, empresários gaúchos vêm apostando na ampliação e fortalecimento de outros mercados, como na América do Sul.
 
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