Porto Alegre, sexta-feira, 25 de março de 2022.
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Reportagem Especial

- Publicada em 24/03/2022 às 19h17min.

Dos pêssegos à soja, aqui tudo se planta

Oficialmente, existem 5 mil hectares dedicados à agricultura e 1.261 produtores sindicalizados na Capital

Oficialmente, existem 5 mil hectares dedicados à agricultura e 1.261 produtores sindicalizados na Capital


/MARCO QUINTANA/JC
Eduardo Torres, especial para o JC
"O que Porto Alegre produz no campo? Hoje é mais fácil perguntar o que não produzimos". É assim que o presidente do Sindicato Rural de Porto Alegre, Cléber Vieira, inicia a conversa sobre um setor da economia da Capital que, como ele valoriza: "faz a cidade respirar".
"O que Porto Alegre produz no campo? Hoje é mais fácil perguntar o que não produzimos". É assim que o presidente do Sindicato Rural de Porto Alegre, Cléber Vieira, inicia a conversa sobre um setor da economia da Capital que, como ele valoriza: "faz a cidade respirar".
Oficialmente, são 5 mil hectares e 1.261 produtores sindicalizados na zona rural de Porto Alegre, concentrados na Zona Sul da cidade, com destaque, nos últimos três anos, para o plantio de soja na região do Lami. No último ano, foram 710 hectares plantados. "Pode parecer um volume pequeno quando pensamos em tudo o que é plantado em outras regiões do Estado, mas em uma Capital, acredito que este seja um caso único e que precisa ser valorizado. A soja tem agregado muito valor ao nosso produto", aponta Vieira.
A perspectiva é chegar a mil hectares de soja na próxima safra. "A maior parte dos produtores de soja de Porto Alegre é de pequenos agricultores, então, é feita a rotatividade de máquinas e uma cultura mais socializada entre todos. É riqueza que é gerada para o município e a maior parte da população nem imagina", comenta.
Levantamento de 2018 mostrava que 75% da área plantada em Porto Alegre dividia-se entre arroz e soja, com maior valor de venda ainda no arroz. Por outro lado, somente 5,3% da área plantada de Porto Alegre era dedicada à cultura do pêssego, com valor agregado muito maior, chegando a R$ 22 mil/hectare.
O plantio da fruta, concentrado no bairro Vila Nova, que já foi a marca da produção rural de Porto Alegre, se enfraqueceu nos últimos anos. Conforme o sindicato, hoje são apenas cinco produtores, de um universo que já chegou a 40. Foram 600 toneladas colhidas na última safra. Cerca de um quarto do que já se colheu.
A fruticultura, porém, segue variada na Zona Sul de Porto Alegre. Há cultivo de pitaya a moranguinho, com destaque no cenário gaúcho. Mesmo com a urbanização típica de uma capital, a agricultura também estava entre as vocações originais da economia de Porto Alegre. Fazia parte dos planos dos três proprietários que dividiam as sesmarias no atual território da cidade a criação de gado.
Nas primeiras décadas da povoação, as plantações de trigo foram as que começaram a ganhar volume na economia porto-alegrense. Os tempos mudaram e, juntamente com o fumo, essa cultura já não é mais plantada por aqui.
 
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