Porto Alegre, domingo, 31 de março de 2019.
Dia da Integração Nacional. Dia da Saúde e Nutrição.

Jornal do Comércio

De Frente para o Guaíba

COMENTAR | CORRIGIR

DE FRENTE PARA O GUAÍBA

Notícia da edição impressa de 29/03/2019. Alterada em 31/03 às 12h17min

Guaíba, o lago casamenteiro

Famoso pôr do sol nas águas embala encontros, namoros e matrimônios

Famoso pôr do sol nas águas embala encontros, namoros e matrimônios


CLAITON DORNELLES /JC
Deivison Ávila
Certamente, milhares de casais já se conheceram ou namoraram em frente ao Guaíba. Só que existem pessoas que foram além, escolheram o balanço das águas para dizer "sim". O Jornal do Comércio foi atrás de histórias que tiveram o lago como palco de uma das passagens mais importantes de suas vidas e conversou com três casais que escolheram celebrar suas uniões no tradicional barco Cisne Branco.

Um casamento, uma formatura e muitas outras festas...

Convidados de Nanci e Kalikowski fizeram trajeto pelas ilhas
Convidados de Nanci e Kalikowski fizeram trajeto pelas ilhas
/MARCELO G. RIBEIRO/JC

A história do casal Marco Antônio Kalikowski e Nanci Verfe tem várias passagens pelo Guaíba. Juntos há 32 anos, eles oficializaram o relacionamento apenas nas Bodas de Prata. O dia 28 de janeiro de 2012 foi especial não só para os pombinhos, mas também para o filho Lucas. Após colar grau em Direito, ele realizou a festa de formatura juntamente com o casório dos pais. A celebração para 180 convidados começou no final da tarde e se estendeu pela noite adentro.

A relação da família com o barco se iniciou há muito tempo, desde quando Kalika, como é conhecido pelos amigos, e Nanci curtiam festas a bordo do Cisne Branco promovidas por uma rádio da Capital. A Noite dos Namorados, o Baile Luzes da Cidade e a Festa Anos 80 sempre atraíram o casal. Em uma dessas noites, o empresário de 58 anos falou para a esposa que um dia faria uma festa ali. E a ideia se tornou uma rotina ano após ano. Além do casamento e da formatura, ele organiza no local, há quase dez anos, a festa de final de ano do sindicato que preside.

"Quando viemos pela primeira vez no barco e navegamos pelo Guaíba, vimos um ambiente extremamente propício para festa: divertido e diferente. Só que existe uma dificuldade para quem organiza, que são os convidados que chegam mais tarde e os que saem mais cedo. No barco, as pessoas embarcam às 22h e só podem sair às 2h", ressalta Kalikowski. "Por outro lado, pelo fato de estarem navegando, os convidados aproveitam a atmosfera romântica na embarcação, além de poderem apreciar uma vista de Porto Alegre que a maioria das pessoas não conhece", acrescenta Nanci.

Durante a festa de casamento e formatura, o barco percorreu boa parte da Zona Sul da Capital e foi até as ilhas. Ao longo do percurso e da festa, os amigos não cansavam de agradecer a oportunidade de conhecer um lado da cidade onde vivem e que é pouquíssimo explorado. "Foi um dia sensacional, repleto de muita emoção", recorda o marido.

A gaúcha que fisgou o mineiro

Adriana Lindemann e Ivan Vale celebraram a união em 2017 a bordo do Cisne Branco
Adriana Lindemann e Ivan Vale celebraram a união em 2017 a bordo do Cisne Branco
/ARQUIVO PESSOAL/JC
A relação de Adriana Lindemann com o Guaíba começou ainda na adolescência. Em 1993, com 16 anos, ela navegou pelo lago pela primeira vez. De lá para cá, participou de algumas festas particulares na embarcação e, mais recentemente, realizou o próprio casamento no Cisne Branco. Depois de dois anos de namoro, a gaúcha Adriana e o mineiro Ivan Vale, natural de Belo Horizonte, decidiram se casar.
O momento escolhido não poderia ter sido melhor. O dia 10 de maio de 2017 amanheceu nublado, teve pancadas de chuva, mas o final de tarde presenteou o casal e seus 50 convidados com um belo pôr do sol. Uma das mais empolgadas com o local escolhido para a celebração era a mãe do noivo. Natural do Espírito Santo, Nerly Vale era só elogios ao evento. "Ela não parava de falar sobre o lago, o barco e os lugares por onde a embarcação passou durante duas horas de navegação", lembra Adriana. Além disso, os amigos não deixavam de ressaltar o fato de nunca terem ido a um casamento em um barco.
A relação com as águas não parou por aí. Em 2018, o casal começou a velejar no clube Jangadeiros, na Capital. "Depois de criar essa relação de amor com a água, compramos uma área com deque em Laguna (SC). A ideia é, futuramente, adquirirmos uma embarcação", conta Adriana.
 

Uma história de amor do Guaíba ao Sena

Róli e Carvalho passaram Réveillon no barco e gostaram da ideia
Róli e Carvalho passaram Réveillon no barco e gostaram da ideia
/CLAITON DORNELLES/JC

Muitas pessoas são apaixonadas pelo mar e pelas águas. Outros adotam alguns lugares que marcaram seus romances. Para a administradora de banco de dados Róli Carvalho e o empresário Anderson Carvalho, ambos com 33 anos, um lago e um rio trazem ótimas lembranças. O casal decidiu dizer "sim" a bordo do barco Cisne Branco em uma festa para 130 convidados.

A ideia do matrimônio no Guaíba surgiu despretensiosamente. Em busca de um lugar diferente para passar o Réveillon, o casal encontrou o barco como opção para a virada de ano. "Gostamos tanto que decidimos realizar nosso casamento sobre as águas", lembra Róli.

Carvalho lembra os elogios pela cerimônia. "Todos chegavam para nós e diziam que foi a melhor festa, a mais diferente que já tinham ido. A maioria nunca teve a experiência de um passeio de barco. Tem gente que mora aqui do lado e nunca tinha experimentado."

Curiosamente, o casal decidiu que um dos programas da lua de mel seria um passeio de barco. "Como já tínhamos programado a viagem para a França, não poderíamos deixar de navegar pelo rio Sena", recorda Róli.

COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia

EXPEDIENTE