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Opinião

- Publicada em 21h00min, 03/06/2021. Atualizada em 18h26min, 04/06/2021.

Quem é responsável pelo combate à crise climática?

Estela Kurth destaca a importância de mostrar indicadores relevantes

Estela Kurth destaca a importância de mostrar indicadores relevantes


/MARCO QUINTANA/JC
Estela Kurth
A criação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), no dia 5 de junho, de 1972, se tornou a data de promoção mundial da necessidade de novas atitudes em relação ao uso de recursos naturais, e sobre implicações humanas nas questões ambientais.
A criação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), no dia 5 de junho, de 1972, se tornou a data de promoção mundial da necessidade de novas atitudes em relação ao uso de recursos naturais, e sobre implicações humanas nas questões ambientais.
Próximo de completar 50 anos, dois fatos confirmam o alcance desses propósitos. A recente visibilidade conquistada pelo ESG (Ambiental, Social e Governança) revela o atual entendimento sobre o caráter de interdependência que cerca o desenvolvimento sustentável; o segundo é a decisão histórica da corte holandesa contra a Shell.
Trata-se de uma condenação sem precedentes, obrigando uma petrolífera a se ajustar aos limites estabelecidos pelo Acordo do Clima de Paris. O plano anunciado pela Royal Dutch Shell era reduzir suas emissões de carbono em 20% até 2030; com a sentença, terá que cortar em 45%.
A decisão contra a Shell suscita a pergunta sobre a responsabilidade de governos ou empresas pelo combate à crise climática. A corte holandesa reconheceu que a Shell não pode resolver este problema global sozinha, porém, isso não isenta a companhia do compromisso individual de reduzir as emissões sob as quais tem controle e participação.
A ação foi ajuizada pela organização ambiental holandesa Milieudefensie, sob a acusação de que a petrolífera ameaça os direitos humanos (o grifo é intencional) com a produção desequilibrada de combustíveis fósseis. Não é de hoje que o poder de ONGs vem crescendo. Exportadores brasileiros, inclusive gaúchos, convivem com a pressão que leva grandes investidores internacionais a revisarem suas posições de investimento. Uma vez que os impactos das mudanças climáticas são irreversíveis, os governos usam mecanismos regulatórios e, algumas vezes, lançam mão de incentivos como o Green Recovery da União Europeia. A discussão agora se concentra nos riscos físicos que decorrem da severidade de eventos climáticos e dos riscos de transição, associados à jornada a ser trilhada para a descarbonização da economia.
Na transição, se sai melhor quem inverte o ângulo e busca oportunidades. A Lojas Renner é um exemplo do potencial de retorno do investimento sustentável. Transformando boas práticas em estratégias de negócio se tornou a maior varejista de moda do Brasil. Outro é a catarinense Weg que, junto com a EDP Smart, fechou um acordo com a Renault – as empresas se tornaram fornecedoras de infraestrutura de recarga em vias públicas para o Zoe, o veículo elétrico da montadora.
Consultora em ESG
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