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Porto Alegre, sexta-feira, 29 de março de 2019.

Jornal do Comércio

Guia de Pós-Graduação 2017

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Notícia da edição impressa de 29/03/2019. Alterada em 29/03 às 03h00min

Inovar para manter a tradição dos registros

Emerson Stein, diretor da Fujifilm Brasi, destaca que o público-alvo da empresa são jovens entre 12 e 30 anos de idade

Emerson Stein, diretor da Fujifilm Brasi, destaca que o público-alvo da empresa são jovens entre 12 e 30 anos de idade


/DIVULGAÇÃO/JC

As mudanças trazidas pelas novas tecnologias podem ser um desafio para setores em que os principais produtos ficaram obsoletos com o passar do tempo. Esse poderia ser o caso da Fujifilm, empresa do setor de fotografia conhecida, principalmente, pelos filmes e câmeras analógicas. Mesmo com a chegada da fotografia digital, a empresa encontrou maneiras de reestruturar o negócio sem deixar de investir no seu produto. Para Emerson Stein, diretor da Divisão de Imagem da Fujifilm Brasil, é um mérito conseguir reinventar um negócio sem abandonar a sua tradição. "Em 2018, a Fuji completou 60 anos de Brasil e nesse período ela fez uma transformação muito grande no seu negócio, mas nunca deixou a sua raiz, que é a fotografia. Sempre tentando evoluir dentro desse negócio", expõe.

Em 2012, a Fujifilm trouxe para o Brasil as Instax, câmeras analógicas de fotografia instantânea. Embora siga produzindo câmeras digitais, a marca apostou em ressignificar o analógico para manter a competitividade. "Nós acreditamos que o produto traz para o consumidor uma fotografia exclusiva, é um momento único que ele vai registrar. É diferente do digital, do celular, que muitas vezes se tira muitas fotos do mesmo momento. A câmera analógica traz esse desafio e, ao mesmo tempo, essa curiosidade de ver a revelação da foto, de sentir aquele que vai ficar registrado", acredita. Apesar dessa diferença entre o registro digital e o analógico, Emerson pondera que é a união desses dois modelos que catapulta o produto. "Nós acreditamos que a mistura do digital com o analógico é o que faz o sucesso do produto. A câmera Instax vem para completar o registro digital. Além disso, observamos um comportamento do consumidor que é registrar o momento na câmera analógica e depois postar ele na sua mídia social como uma maneira de estar dentro dessa tendência."

Mesmo trabalhando com uma tecnologia antiga, a Fujifilm projeta nos jovens de 12 a 30 anos o seu público-alvo. A marca aposta em sempre diversificar os seus produtos e também os seus acessórios. "A Fuji procura estar antenada nas tendências do consumidor, que está cada vez mais conectado com redes sociais e a gente incentiva que ele consiga linkar essa novidade, que hoje a gente chama de novidade, apesar de não ser uma tecnologia nova. Então, nos mantemos próximos do nosso consumidor, lançando produtos, mostrando outras formas de usar, trazendo filmes diferentes, porque o filme ajuda muito na maneira como o consumidor usa a câmera. Além do filme tradicional com a borda branca, nós temos o filme rainbow, que são 10 filmes em uma caixinha que cada foto sai de uma cor diferente, um filme com a borda azul, outro em preto. A nossa maneira de trabalhar é mostrar para o consumidor formas diferentes de usar o produto." Disposta a acompanhar a velocidade do mercado, a Fujifilm Brasil começou 2019 com um lançamento: a Instax SQ20, câmera híbrida que permite ao consumidor escolher a foto antes da impressão e também realizar pequenas edições. É quase que uma junção do mundo off e on-line. "Nós temos a intenção de trazer mais alguns tipos de filmes porque eles complementam bastante o portfólio do nosso negócio e isso é muito importante." Prova de que uma marca antiga pode, sim, se tornar jovem - com alguns ajustes.

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