Porto Alegre, segunda-feira, 09 de março de 2020.

Jornal do Comércio

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Notícia da edição impressa de 09/03/2020. Alterada em 06/03 às 18h12min

Milho de baixa estatura reduz perdas na lavoura

Variedade também permite uma quantidade maior de plantas por hectare

Variedade também permite uma quantidade maior de plantas por hectare


/BAYER/DIVULGAÇÃO/JC
Em meio à crise do milho, cultura gravemente afetada pela falta de chuva no Rio Grande do Sul, a Bayer anunciou durante a Expodireto que trará ao Brasil uma nova cultivar de milho que pode ajudar a ampliar a produção do grão no País. O chamado milho de baixa estatura primeiramente será comercializado no México e posteriormente no Brasil, afirmou Rodrigo Santos, presidente da divisão agrícola, em anúncio feito durante a feira de Não-Me-Toque.
Em meio à crise do milho, cultura gravemente afetada pela falta de chuva no Rio Grande do Sul, a Bayer anunciou durante a Expodireto que trará ao Brasil uma nova cultivar de milho que pode ajudar a ampliar a produção do grão no País. O chamado milho de baixa estatura primeiramente será comercializado no México e posteriormente no Brasil, afirmou Rodrigo Santos, presidente da divisão agrícola, em anúncio feito durante a feira de Não-Me-Toque.
O milho de baixa estatura reduz, por exemplo, o chamado acamamento na lavoura (efeito que leva à redução da circulação de ar e afeta a produtividade). Com o acamamento, explica Santos, as perdas na produtividade podem variar entre 5% e 20% - além de também impactar na qualidade do grão.
A variedade também permite ter uma quantidade maior de plantas por hectare. "Aumentar densidade de plantas na lavoura é um desafio para aumentar a produção", explica o executivo.
Ao falar sobre o primeiro ano completo da aquisição da norte-americana Monsanto pela Bayer, em 2019 (compra concluída em meados de 2018), Santos comemorou a união das atividades no Brasil, especialmente pela sinergia e complementaridade que as duas empresas têm na área de pesquisa e desenvolvimento. O negócio, porém, ainda pode ter alterações. Em fevereiro, a Bayer AG chegou a um acordo com o professor Christian Strenger, acionista da empresa, em uma auditoria especial voluntária dos procedimentos de due diligence.
O contrato prevê, por exemplo, que o professor Hans-Joachim Böcking, da Universidade de Frankfurt, revise as especificações e os requisitos existentes da Bayer para conduzir a devida diligência em grandes transações de fusões e aquisições no futuro e as resuma em um relatório. De acordo com a multinacional alemã, a companhia publicará o relatório de Böcking em seu site até o fim de março, antes da Assembleia Geral Ordinária de 2020.