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Varejo

Notícia da edição impressa de 20/08/2019. Alterada em 19/08 às 15h10min

Facilidades para os clientes motivam ações diferenciadas em supermercados

Um dos grandes diferenciais do negócio é a presença do e-commerce e entrega em casa

Um dos grandes diferenciais do negócio é a presença do e-commerce e entrega em casa


Supermago/Divulgação/JC
Eduarda Endler
O Supermercado Supermago, de Porto Alegre, também percebeu a necessidade de adequar suas vendas às exigências do mercado e criou o Supermago Central Parque. Segundo Patrícia Machado, diretora da rede e presidente do Agas Jovem, são dois grandes diferenciais do negócio, a presença do e-commerce, permitindo atender o cliente em casa, e a característica de ser uma loja pet friendly.
Pelo site o cliente realiza as compras online, finaliza o pedido e recebe a entrega na residência. Ela salienta ainda que os veículos de entrega são climatizados, fazendo um atendimento com maior qualidade. Há, também, a possibilidade de o cliente retirar o pedido no drive-thru, localizado na unidade da Avenida Ipiranga, 7815. "Também somos pet friendly, duas das nossas lojas possuem um espaço dedicado aos pets. Oferecemos um ambiente saudável para o cãozinho aguardar a chegada do dono que está fazendo as compras no supermercado", conta.
A rede Supermago existe há 20 anos, entretanto, a venda online começou há três. Patrícia explica que a ideia foi trazida do irmão, que morava no exterior, e tinha dificuldade de fazer compras por não possuir carro próprio. "Em 2010, recém estavam surgindo os smartphones no Brasil. Então, aguardamos um pouco, para que o mercado já estivesse maduro o suficiente para incluirmos este serviço. Em 2016, vimos que o mercado estava maduro para receber esse setor", salienta.
Entre os desafios, a diretora aponta a questão de custos. Segundo ela, para entregar um produto perecível com qualidade há um valor alto, por exemplo. "É diferente de vender um sapato, colocar em uma caixa e não precisar se preocupar com a temperatura. Para o supermercado, hoje, a gente trabalha com uma gama de produtos, que podem ser secos, resfriados, congelados, pode ter perfume, e tudo interfere na operação e acaba tendo um custo muito alto", comenta.
Segundo ela, 70% do público que utiliza o serviço do e-commerce é feminino e 30% masculino, além de empresas. A idade média dos clientes é de 35 anos. "São jovens famílias, mães que não têm tempo de fazer supermercado e as compras tradicionais", explica.
Assim como o Supermago, o Super em Kasa, na Capital, também faz entregas diretamente na casa dos clientes. A diferença é que a empresa funciona 100% online, sem a existência de uma loja física. A diretora Ana Paula Zaffari relata que a ideia surgiu de uma vontade de empreender e de ter o próprio negócio. "Eu sempre vivi no mundo de supermercados. Então, pensei: por que não fazer de uma forma mais moderna?", questiona.
A intenção, segundo ela, é facilitar o dia a dia das pessoas. "Hoje vivemos em uma correria, sem tempo para nada, é trabalho, casa, trânsito, faculdade, filhos, insegurança, assalto. A gente quer ajudar as pessoas a terem mais tempo para aquilo que dá prazer a elas. Ninguém merece pegar uma fila de supermercado depois de um dia de trabalho", reitera.
O Super em Kasa tem dois anos. Segundo Ana, ainda não é um hábito de compra do gaúcho, mas está crescendo. Ela explica que o negócio está vivendo uma fase transitória, mas que, futuramente, será algo sem volta. "Existe uma barreira ainda do novo, da primeira compra", conta. Apesar desse medo da novidade, a diretora salienta que o negócio está crescendo, cada vez com mais pessoas cadastradas no site.
O público, segundo ela, é eclético, formado por idosos, famílias e até jovens que vêm de fora para morar em Porto Alegre.
Desde que o negócio surgiu, ela conta que investe na busca de segurança para o cliente: "Não podemos perder o momento que o cliente quer comprar. Se passar essa hora, perdemos a compra", diz.
Para Ana, a principal barreira é a primeira venda positiva, como acontece em relação a qualquer compra online. "Qualquer insucesso é natural que as pessoas voltem para o mais seguro", comenta. 

Rappi mantém profissionais especializados na tarefa de escolher os melhores itens nos supermercados

A Rappi, comandada por André Brumer em Porto Alegre, completou um ano de operações na Capital gaúcha incrementando sua atuação
Rappi é um superaplicativo que surgiu com o objetivo de ser um assistente pessoal dos usuários
MARCELO G. RIBEIRO/JC
A startup Rappi é um superaplicativo que surgiu com o objetivo de ser um assistente pessoal dos usuários, com o intuito de facilitar suas vidas. A empresa colombiana chegou ao Brasil na metade de 2017 e, hoje, já está presente em mais de 20 cidades brasileiras.
Por meio do aplicativo é possível comprar produtos de diferentes categorias, atingindo desde restaurantes, farmácias, supermercados e lojas de bebidas até, literalmente, qualquer coisa que inclua o processo de compra de um produto. A partir daí, assistentes realizam a aquisição e a levam até o cliente.
Marcela Carvalho, líder de Marketing da Rappi para a região Sul, afirma que a plataforma sempre procurou escutar os usuários para ajudá-los da forma que fosse necessária. "A entrega de supermercados veio de acordo com isso. Entendemos que era algo que facilitaria a vida dos usuários, portanto, viabilizamos isso a eles", destaca.
Apesar de não divulgar os dados das entregas, por questões estratégicas, a categoria de restaurantes e supermercados são as mais procuradas. Marcela afirma que, no Brasil, o aplicativo cresce cerca de 30% ao mês e enxerga uma ótima oportunidade. "Nossa ideia é tornar a vida de nossos usuários mais prática e oferecer tudo que ele precisar, em apenas um aplicativo. Como a plataforma das plataformas, queremos agregar diversos serviços", comenta.
Em relação às entregas, ela afirma que a preocupação é sempre oferecer o melhor serviço ao consumidor. Para facilitar o sortimento e auxiliar na escolha dos produtos, trabalham com personal shoppers, profissionais preparados para escolher os melhores itens para os usuários.
"O cliente consegue ainda conversar em tempo real com este assistente e, inclusive, pedir fotos das mercadorias para avaliá-las melhor, conseguindo fazer substituições, se necessário. Os shoppers auxiliam também o supermercado, pois eles podem avisar a loja que algum produto está em falta nas gôndolas, por exemplo", explica. Após a escolha das compras, o shopper aciona o entregador parceiro, que busca o pedido e o leva ao consumidor. 
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